A crescente complexidade regulatória está a levar os CIO a substituir processos manuais por abordagens mais estruturadas e apoiadas por IA, segundo a Info-Tech Research Group
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O aumento da complexidade regulatória e a proliferação de requisitos legais em diferentes jurisdições estão a obrigar os responsáveis de IT a rever a forma como gerem os processos de compliance. A conclusão é da Info-Tech Research Group, que alerta para as limitações dos processos manuais e defende uma abordagem mais estruturada, com recurso à Inteligência Artificial (IA). No estudo Build a Regulatory IT Response Engine, a consultora conclui que muitas organizações continuam a depender de processos fragmentados, interpretações inconsistentes dos requisitos regulamentares e uma fraca coordenação entre equipas, fatores que atrasam projetos e aumentam a exposição a riscos financeiros e reputacionais. Segundo Ahmad Jowhar, senior research analyst da Info-Tech Research Group, a resposta às exigências regulatórias tornou-se demasiado complexa para continuar a ser gerida através de processos desconectados. “Os líderes de TI precisam de uma forma repetível de interpretar requisitos, definir prioridades e utilizar a IA para acelerar o planeamento, sem perder a governação e a supervisão necessárias para garantir uma execução eficaz”, afirma. Processos manuais dificultam resposta às exigências regulatóriasDe acordo com a Info-Tech, apesar do investimento realizado em iniciativas de compliance, persistem vários obstáculos que limitam a capacidade das organizações para responder às novas obrigações regulatórias. Entre os principais desafios identificados estão a dependência de processos manuais para interpretar e implementar requisitos legais, a aplicação inconsistente das regras entre equipas e geografias, a dificuldade em priorizar iniciativas de IT e a reduzida capacidade para lidar com um volume crescente de regulamentação. A consultora alerta ainda para o desalinhamento frequente entre as iniciativas de compliance e os objetivos estratégicos das organizações, o que pode comprometer a eficácia dos investimentos realizados. IA pode acelerar, mas não substitui a governaçãoA Info-Tech considera que ferramentas baseadas em IA podem desempenhar um papel importante na análise de requisitos regulatórios e no planeamento das respostas, mas sublinha que o seu valor depende da existência de processos bem definidos e de mecanismos de supervisão humana. Para responder a estes desafios, a consultora propõe um modelo estruturado assente em cinco etapas: identificar o enquadramento regulatório aplicável, traduzir os requisitos em controlos de IT, definir prioridades para as iniciativas de compliance, desenvolver um roadmap de implementação e estabelecer um processo contínuo de monitorização e melhoria. Segundo a Info-Tech, esta abordagem permite às organizações abandonar um modelo reativo de compliance em favor de um processo mais consistente, escalável e alinhado com as prioridades do negócio, reduzindo o esforço manual e acelerando a resposta às novas exigências regulatórias. |