A IA está a assumir maior relevância nas áreas financeiras, sobretudo na previsão, gestão de risco e automatização, mas medir o retorno dos investimentos continua a ser um desafio
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A adoção de Inteligência Artificial (IA) está a aumentar nas áreas financeiras das organizações, com 77% a afirmarem que já utilizam a tecnologia. A previsão financeira surge como o principal caso de utilização, segundo o 2026 Global Finance Trends Survey, da Protiviti. De acordo com o estudo, que ouviu 902 responsáveis financeiros a nível mundial, incluindo CFO, vice-presidentes de finanças e outros responsáveis seniores de organizações de diferentes dimensões e setores. Do total de participantes, 38% são da América do Norte, 35% da Europa e 27% da região Ásia-Pacífico, a utilização de IA na previsão financeira aumentou de 58% em 2025 para 76% em 2026, uma subida de 18 pontos percentuais. A avaliação e gestão de risco é indicada por 67% das organizações que recorrem à tecnologia, enquanto 56% utilizam IA na automatização de processos. Apesar da crescente adoção, apenas 35% das organizações financeiras consideram ser eficazes a medir o retorno do investimento (ROI) em IA, evidenciando uma diferença entre a implementação da tecnologia e a capacidade de demonstrar resultados concretos para o negócio. “Os responsáveis financeiros já ultrapassaram a questão de saber se devem adotar IA. O desafio atual é utilizar a IA para tomar decisões de negócio mais informadas e provar que está a proporcionar valor mensurável”, afirma Christopher Wright, responsável global pela área de CFO Solutions and Business Performance Improvement da Protiviti. Segurança dos dados mantém-se como prioridadeCom a utilização crescente de dados internos e de terceiros em previsão, planeamento e Analytics, a segurança e a privacidade dos dados permanecem, pelo terceiro ano consecutivo, como a principal prioridade dos responsáveis financeiros, à frente do planeamento financeiro, Analytics e IA. Segundo Christopher Wright, “as organizações não conseguem escalar a IA sem confiança na qualidade, segurança e governação dos seus dados”, fatores que ajudam a explicar a importância atribuída à cibersegurança e à governação de dados. O estudo identifica ainda o planeamento de cenários suportado por IA como uma área ainda pouco desenvolvida, mas com potencial para relacionar previsão financeira, avaliação de risco e gestão de tesouraria. Gestão de tesouraria entre prioridades dos CFOA incerteza económica e as alterações nas políticas monetária e comercial estão igualmente a influenciar as prioridades das áreas financeiras. A gestão de tesouraria está entre as três principais prioridades para 83% dos CFO, com as organizações a procurarem melhorar a previsão dos fluxos de caixa, a monitorização do fundo de maneio e os relatórios de liquidez. Entre os setores que atribuem maior importância à gestão de tesouraria, os serviços financeiros registam 61%, seguindo-se a indústria e distribuição com 55%, a saúde com 45% e as empresas de produtos de consumo com 41%. Os resultados apontam para uma utilização cada vez mais abrangente da IA nas funções financeiras, embora a capacidade de medir o seu retorno e assegurar a qualidade, segurança e governação dos dados continue a condicionar a expansão da tecnologia. |