IA com agência exige nova preparação das empresas

SoftwareOne identifica cinco prioridades para integrar IA com agência nas organizações, da preparação dos dados e segurança à revisão de processos e capacitação das equipas

IA com agência exige nova preparação das empresas
Yuliia / AdobeStock

A Inteligência Artificial (IA) está a entrar numa nova fase nas empresas. Depois da adoção acelerada de ferramentas de IA generativa, as organizações começam agora a preparar-se para a IA com agência, assente em agentes capazes de planear, executar e adaptar tarefas com maior autonomia, dentro de objetivos e parâmetros previamente definidos.

Segundo a SoftwareOne, esta evolução pode aumentar a eficiência e acelerar a inovação, mas exige uma abordagem estruturada. Artur Amaral, Country Manager da SoftwareOne Portugal, considera que o impacto dependerá da maturidade digital das organizações e da sua capacidade para preparar dados e pessoas, rever processos e assegurar uma utilização segura e governada da tecnologia.

A empresa identifica cinco prioridades para a adoção da IA com agência. A primeira passa pela qualidade, acessibilidade e segurança dos dados. Informação desatualizada ou dispersa e a ausência de critérios claros de acesso podem comprometer a precisão dos sistemas, aumentar os riscos operacionais e reduzir o retorno do investimento.

A segurança e a governação são outra das áreas destacadas. A maior autonomia dos agentes de IA exige regras claras sobre as ações que podem executar. Proteção de dados, permissões de acesso, rastreabilidade, controlo das decisões e conformidade regulamentar devem ser considerados desde o início dos projetos.

A SoftwareOne defende também que a IA com agência não deve servir apenas para acelerar tarefas existentes. As organizações devem aproveitar a tecnologia para redesenhar fluxos de trabalho e eliminar ineficiências, identificando áreas onde pode gerar valor, como a gestão documental, o apoio ao cliente, a análise de dados, as operações internas ou a produtividade das equipas.

A introdução de agentes de IA implica ainda uma mudança cultural. Formação, comunicação interna e gestão da mudança são consideradas necessárias para que os profissionais compreendam como utilizar estas ferramentas e conheçam os seus limites, reduzindo o risco de utilização incorreta ou dependência excessiva da tecnologia.

A quinta prioridade passa pela avaliação dos custos e do retorno do investimento. A escolha das ferramentas, a otimização das licenças e a medição do impacto na produtividade são fatores que podem determinar se os investimentos em IA conseguem gerar valor sustentável.

Para a SoftwareOne, a IA com agência poderá acelerar a evolução do posto de trabalho digital, transferindo atividades operacionais, repetitivas ou baseadas em grandes volumes de informação para agentes inteligentes e permitindo aos profissionais concentrarem-se em tarefas de maior valor acrescentado.

Artur Amaral salienta, contudo, que a crescente autonomia da IA deve ser acompanhada por mecanismos claros de supervisão e responsabilidade. O conhecimento, o sentido crítico e a capacidade de interpretar contextos complexos continuarão dependentes das pessoas, numa evolução do trabalho baseada na colaboração entre talento humano e tecnologia.

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