A primeira edição do evento Shift Happens colocou clientes e parceiros no centro do debate sobre IA, soberania, modernização e produtividade, com experiências e casos de uso concretos de transformação no seio das organizações
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Shift Happens – Tomorrow becomes clear é o mote do novo evento da Claranet Portugal, onde a inovação marca o passo. O Clube & Estufa, no Monsanto Secret Spot, em Lisboa, foi o ponto de encontro para mais de 300 participantes, entre eles responsáveis das mais diversas organizações - incluindo do setor público, retalho, energias e banca -, que debateram as tendências e soluções que definem o presente e o futuro dos negócios e das empresas. Em declarações à IT Insight, Alexandre Ruas, Managing Director da Claranet Portugal, revelou que a iniciativa “surgiu da necessidade permanente que temos de inovar e de fazer coisas diferentes e, ao mesmo tempo, de partilhar com o ecossistema, principalmente os clientes e os parceiros, que são convidados a falar das suas próprias experiências, dos shifts que acontecem e, às vezes, dos erros que depois também dão lugar à aprendizagem”. Na sessão de abertura, o executivo enalteceu o contributo do setor tecnológico para a economia portuguesa, numa altura em que representa já 10% do PIB nacional. “São 31 mil milhões de euros, 200 mil postos de trabalho e 28 mil jovens que, todos os anos, ingressam no setor que melhor remunera em Portugal”, afirmou. Estado, retalho e infraestrutura crítica: o shift acontece em todo o ladoO evento contou com vários momentos de partilha de casos de sucesso. O painel “A Transformação Digital do Estado” juntou Sérgio Duarte, Diretor de Departamento Instituto de Informática da Segurança Social, Alexandre Matos, Central Public Setor, Country Lead da HPE, e Patrícia Monteiro, General Partner Business Manager da Nvidia. Durante o debate, Sérgio Duarte revelou que a adoção de Inteligência Artificial (IA) tem sido uma jornada com uma “série de desafios”, desde logo a soberania, dado o organismo ser responsável pela “maior base de dados sobre pessoas e empresas” em Portugal, passando pelo controlo de custos e pela independência tecnológica. O responsável do Instituto de Informática da Segurança Social, que contou com os parceiros HPE e Nvidia, garante que a ideia não passa por “comprar infraestrutura”, mas sim “criar uma capacidade estratégica de inteligência artificial que os nossos parceiros do Ministério possam usar, possam experimentar”. Na introdução do painel “Da AI Factory à Fábrica Agentic”, João Mira Santiago, Executive Director da Claranet Portugal, relembrou que o tema a IA está a obrigar a acelerar a transformação das organizações, onde a tendência aponta para uma utilização e ativação da informação “de forma automática para que nos dê ações e não razões”. Na sua intervenção, António Nogueira, Chief Data Officer da NOS, enumerou os três fatores que, na sua visão, contribuem para extrair o maior valor possível: estratégia e governance de dados, contexto e abrangência/escala. Neste ponto, o CDO da operadora de telecomunicações releva que, numa primeira fase o foco estava mais na produção e menos no consumo. Hoje, o foco assenta, necessariamente, no contexto e “na entrega da verdade”. Rafael Pires, Head of Labs & AI Transformation da MC Digital, contribuiu com uma visão mais técnica ao explicar como a IA está a transformar o trabalho dos developers e engenheiros, onde o foco reside, sobretudo, na escrita de código para a definição de especificações, contexto e mecanismos de validação. Por sua vez, Jorge Catalão Ramos, Head of Retail Google, Google Cloud, centrou a sua intervenção no governo dos agentes, onde defendeu a aplicação de princípios de controlo semelhantes aos que são já utilizados noutras áreas da infraestrutura tecnológica. Marco Bastos, IT Director do Grupo Crédito Agrícola, foi responsável pelo pontapé de saída do painel que debateu a “Infraestrutura Crítica Soberana e Modernização”, com especial incidência no setor financeiro. O responsável começou por apresentar como a centralização e a automatização das transferências de ficheiros permitiu substituir processos manuais por uma operação mais previsível, segura e auditável, mantendo os dados dos clientes em território nacional. Em paralelo, Fernando Gomes, Senior Enterprise Account Executive da Dell Technologies contribuiu para o debate salientando a importância de infraestruturas resilientes no garante da continuidade de negócio, em especial num cliente como a banca. Julian Galak, Sales Manager da Fortra, destacou o papel da segurança e da compliance no controlo e reporting das respetivas transferências de ficheiros. O valor e a produtividade que nascem com a IAA inteligência artificial dominou as duas últimas conversas. Desta vez no painel “Da Estratégia ao Valor com IA”, Bruno Nobre, Director SI da Medinfar explicou como é que a empresa está a aplicar IA para melhorar a utilização dos dados, contribuindo, desta forma, para acelerar processos. A conversa contou ainda com o contributo de Pedro Maia, Large Enterprise Business Manager da Lenovo. O responsável abordou a evolução do posto de trabalho que goza hoje de uma maior capacidade de processamento local de IA, permitindo, com isso, reforçar o controlo e a proteção de dados. A fechar a manhã, João Maia, Architecture Sr Director da EDP, Pedro Coelho, Managing Director da HP, e Luís Marques, Account Technology Strategist da Microsoft, debateram como a IA está a transformar a produtividade quando integrada diretamente nos processos de negócio. Com recurso a exemplos da própria organização, João Maia salientou a importância de envolver as diferentes áreas da organização, capacitar as pessoas e criar uma cultura de adoção, aproximando, desta forma, tecnologia e negócio. Na partilha de perspetivas, Pedro Coelho e Luís Marques apontaram para a necessidade de medir o impacto das iniciativas através de indicadores de referência que permitam avaliar os ganhos obtidos da IA. Caminho conjunto com parceiros tecnológicosO futuro é construído tendo em vista o investimento em inovação e investigação, um dos grandes desafios e incentivos para a Claranet Portugal: “Queremos continuar a co-desenvolver e a co-inovar com os nossos clientes e com os nossos parceiros. É isso que nos traz aqui hoje”, reforçou Alexandre Ruas. No encerramento da primeira edição do evento, António Maia, Practices Executive Director da Claranet Portugal, deixou a ideia de que a adoção tecnológica não é suficiente, por si só, sendo necessário apostar num shift que permita resultados concretos para o negócio. O responsável salientou ainda que a adoção tecnológica, por si só, não é suficiente, sendo necessário demonstrar transformação e resultados concretos para o negócio, e destacou o papel do ecossistema de parceiros e da capacitação das equipas nesse percurso. “São eles que nos dão as soluções para nós podermos resolver problemas complexos de tecnologia”, concluiu. |