IA com agência pode reduzir contratações na supply chain

55% dos líderes de supply chain esperam menos contratações de entrada com a IA com agência. Mais de metade antecipa redução global da força de trabalho

IA com agência pode reduzir contratações na supply chain

Mais de metade dos líderes de supply chain (55%) inquiridos num estudo da Gartner acredita que os avanços em Inteligência Artificial (IA) com agência irão reduzir a necessidade de contratação para posições de entrada, enquanto 51% preveem uma redução global da força de trabalho.

O inquérito da Gartner envolveu 509 líderes de supply chain a nível global, entre julho e outubro de 2025. Apesar de as opiniões sobre o impacto final no número total de colaboradores estarem divididas, existe consenso quanto à necessidade de repensar o desenvolvimento de talento: 86% dos inquiridos consideram que a adoção de IA com agência exigirá novos processos para estruturar pipelines de talento no futuro.

Para Marco Sandrone, VP Analyst na prática de Supply Chain da Gartner, as organizações com melhor desempenho estão a utilizar a IA para transformar a forma como o trabalho é realizado e como o talento é desenvolvido, em vez de encararem a tecnologia apenas como um mecanismo de redução de headcount. Segundo o analista, a prioridade dos Chief Supply Chain Officers (CSCO) deve centrar-se no redesenho de funções, competências e processos, promovendo colaboração entre pessoas e máquinas. A mudança nas formas de trabalho impulsionada pela IA foi apontada como o principal fator de redefinição das estratégias de supply chain nos próximos dois anos.

A análise da Gartner identificou um grupo de organizações de alto desempenho – que superaram expectativas em métricas como lead time, satisfação do cliente, time-to-market, crescimento de receitas e sustentabilidade – com níveis significativamente mais elevados de adoção de IA com agência em áreas como procurement, produção, logística, gestão de armazéns e planeamento. Embora o peso das funções de entrada possa diminuir, os líderes deste grupo estão a privilegiar a reinvenção da estratégia de talento em vez de cortes diretos no número de colaboradores.

Nos próximos dois anos, estas empresas planeiam requalificar talento para a era da IA, utilizar ferramentas baseadas em IA para otimizar planeamento de força de trabalho e recrutamento e aumentar automação e tecnologias avançadas para melhorar eficiência e reduzir dependência de trabalho manual.

Segundo o analista, as funções de entrada, tal como hoje são conhecidas, poderão perder relevância, mas as cadeias de abastecimento continuarão a necessitar de talento emergente adaptável e inovador. As organizações que conseguirem alinhar a adoção de IA com uma estratégia clara de requalificação e atração de competências terão vantagem na sustentação dos novos modelos operacionais.

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