Organizações melhoram planos de recuperação de desastres

89% das organizações têm total confiança nos seus planos de recuperação de desastres, apesar do aumento da resiliência e da complexidade da cibersegurança

Organizações melhoram planos de recuperação de desastres

Nos últimos anos, a percentagem de empresas com um plano de continuidade de negócios (BC) tem aumentado, uma estratégia que permite evitar a interrupção de operações e aliviar os seus efeitos em caso de incidentes. De acordo com as estimativas dos especialistas da Databarracks, 54% das empresas tinham este plano no ano passado, e este ano o valor aumentou para 61%, como resultado do coronavírus.

Com as medidas de confinamento e a paralisia de muitos setores dos países afetados, as organizações sofreram mais perturbações do que nunca nas suas operações, levando-as a repensar as suas estratégias de negócio. O último controlo anual de saúde de dados realizado pela Databarracks, demonstra a visão de mais de 400 decisores de IT no Reino Unido, que são responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de estratégias de resiliência de IT, cibersegurança, serviços na cloud e trabalho remoto.

Como explica Peter Groucutt, diretor da empresa, "foi um ano de perturbações sem precedentes. O surto de coronavírus apanhou as organizações de surpresa, e a maioria não tinha um plano específico de resposta à pandemia. Apesar disso, a maioria moveu-se rapidamente para permitir algum tipo de trabalho remoto e permanecer produtivo", destacando ainda outros pontos positivos do estudo deste ano, como as organizações que estão a progredir na implementação das melhores práticas de continuidade de negócios, desenvolvimento de competências cibernéticas e capacidades de recuperação de desastres.

Os principais pontos a destacar da sua investigação são que atualmente 61% das organizações têm um plano de continuidade de negócio atualizado. E enquanto 66% não tinha um plano de resposta a situações como o coronavírus antes da pandemia, a situação está a mudar. Agora, 85% já têm um plano de recuperação de desastres de IT dentro da sua estratégia BC, e 65% delas tiveram de usá-lo nos últimos 12 meses. O inquérito mostra ainda que 89% dos inquiridos têm total confiança nos seus planos de recuperação de desastres, apesar do aumento da resiliência e da complexidade da cibersegurança.

Na opinião de Groucutt, "metade das organizações sofreram perdas de rendimento em resultado da pandemia, mas os decisores estão otimistas de que poderão enfrentar uma situação semelhante no futuro".

"Embora a adaptação ao trabalho remoto tenha funcionado bem, os métodos de acesso às aplicações estão longe de ser normais. A maioria dos funcionários pode aceder a todos os sistemas, mas 14% são obrigados a usar aplicações locais e, em seguida, a transferir dados. Reduzir esta dependência de processos manuais é essencial para a preparação de eventos disruptivos futuros", conclui.

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