Coligação projeta futuro das redes com princípios de segurança para 6G

A Global Coalition on Telecoms apresentou princípios de segurança e resiliência para redes 6G no Mobile World Congress 2026. O objetivo é orientar o desenvolvimento de standards da próxima geração móvel

Coligação projeta futuro das redes com princípios de segurança para 6G

A Global Coalition on Telecoms (GCOT) apresentou um conjunto de princípios para a segurança e resiliência das futuras redes 6G durante o Mobile World Congress 2026, que decorre esta semana em Barcelona, Espanha. A iniciativa pretende servir de base ao desenvolvimento de standards para a próxima geração de comunicações móveis.

A coligação foi criada em 2023 pela Austrália, Canadá, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, com a adesão recente da Suécia e da Finlândia. O objetivo é promover redes de telecomunicações seguras, resilientes e interoperáveis.

Segundo a GCOT, os princípios agora publicados abordam vários domínios críticos, incluindo proteção contra ciberataques e ataques físicos, resiliência da cadeia de fornecimento, fiabilidade operacional e proteção de dados.

A coligação sublinha que as redes 6G, sejam públicas ou privadas, devem assumir um papel central na infraestrutura digital e na vida quotidiana, o que exige mecanismos de segurança integrados desde as fases iniciais de desenvolvimento.

De acordo com as orientações apresentadas, as futuras redes devem incluir capacidades de segurança que impeçam a propagação de ameaças na rede, protejam dados dos utilizadores, garantam a integridade da informação e assegurem a disponibilidade dos serviços, mantendo simultaneamente conformidade com regulamentação nacional.

Os princípios defendem também que a segurança deve ser tratada como um elemento estrutural do sistema 6G, desde o desenvolvimento até à implementação e operação. O objetivo é que a nova geração seja concebida para oferecer níveis de proteção superiores aos das gerações anteriores, incluindo a mitigação de vulnerabilidades herdadas de sistemas existentes.

Entre as medidas propostas estão controlos de segurança granulares, monitorização contínua, mecanismos robustos de autenticação e autorização e proteção das interligações com redes externas e subnetworks.

A GCOT recomenda ainda o recurso à Inteligência Artificial (IA) para identificar e responder a ameaças de cibersegurança e para reforçar a resiliência operacional em cenários de disrupção. A utilização desta tecnologia deverá, no entanto, respeitar princípios de implementação segura.

Outras recomendações incluem suporte nativo para criptografia resistente a computação quântica, mecanismos de failover para manter a conectividade durante falhas e a adoção de sistemas alternativos de posicionamento, navegação e temporização (PNT) que não dependam exclusivamente de GNSS.

A coligação destaca também a importância de arquiteturas abertas, como Open RAN, para promover interoperabilidade e diversidade no ecossistema de fornecedores.

Em março de 2026, a tecnologia 6G encontra-se ainda em fase de investigação e pré-normalização, com diversos grupos da indústria a trabalharem em arquiteturas nativas de IA. Os primeiros lançamentos comerciais previstos entre 2029 e 2030.

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