Um estudo da SambaNova revela que 75% dos inquiridos receiam que os data centers de IA aumentem as faturas de energia e pressionem as redes elétricas nacionais
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A crescente procura por Inteligência Artificial (IA) está a gerar preocupações quanto ao impacto energético dos data centers que suportam estas tecnologias. De acordo com um novo estudo divulgado pela SambaNova, três em cada quatro consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido receiam que a expansão da IA resulte em aumentos nas faturas domésticas de eletricidade. O inquérito, realizado junto de 2.525 adultos, indica que 75% dos inquiridos estão conscientes do elevado consumo elétrico associado aos data centers de IA e a mesma percentagem teme impactos diretos nos custos de energia nas suas regiões. Além disso, 71% acreditam que estas infraestruturas poderão pressionar as redes elétricas nacionais. A eficiência energética surge como prioridade, com 83% a defenderem que as empresas de IA devem privilegiar eficiência, mesmo que isso abrande o lançamento de novas funcionalidades. O estudo revela ainda que 91% consideram importante que os seus países disponham de sistemas de IA próprios, refletindo uma dimensão estratégica e de soberania tecnológica. Os resultados reforçam tendências já identificadas no AI Leadership Survey 2024 da empresa, que apontava para um desfasamento entre a adoção acelerada de IA nas organizações e a monitorização efetiva do consumo energético. Na altura, cerca de metade dos líderes empresariais inquiridos manifestava preocupação com os desafios energéticos da IA, mas apenas 13% monitorizava o consumo como indicador estratégico. Rodrigo Liang, CEO e cofundador da SambaNova, afirma que a IA deixou de ser apenas uma questão tecnológica empresarial para se tornar também um tema de infraestrutura com impacto direto nos consumidores. O responsável defende que o crescimento da IA não pode ocorrer à custa de compromissos energéticos insustentáveis. O debate sobre eficiência energética e impacto nas redes elétricas tende a ganhar maior relevância, colocando pressão sobre fornecedores tecnológicos e operadores de data centers para equilibrarem desempenho, custos e sustentabilidade. |