Líderes de 17 operadoras europeias, incluindo a CEO da MEO, pedem mudanças no Digital Networks Act e no Cybersecurity Act para não comprometer o investimento em redes
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Os CEO de 17 das principais operadoras europeias de telecomunicações alertam que as novas regras europeias podem limitar a capacidade de investimento do setor, numa altura em que consideram necessário acelerar a implementação de fibra, 5G, futuras redes 6G e outras infraestruturas estratégicas. Numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, os responsáveis defendem uma alteração de rumo nas políticas europeias para a conectividade. Entre os subscritores encontra-se Ana Figueiredo, CEO da MEO, juntamente com responsáveis como Christel Heydemann, do grupo Orange, e Marc Murtra, da Telefónica. Segundo os operadores, o ecossistema associado à conectividade representa 5% do PIB europeu e as empresas de telecomunicações investem anualmente cerca de 64 mil milhões de euros. Ainda assim, estimam que sejam necessários mais 475 mil milhões de euros para alcançar redes móveis consideradas de classe mundial na Europa. Uma das principais preocupações está relacionada com a revisão do Cybersecurity Act (CSA). Os responsáveis alertam que as exigências de remoção generalizada de determinados equipamentos poderão representar custos de substituição até 40 mil milhões de euros para o setor. Os CEO defendem, por isso, uma abordagem proporcional e baseada no risco, que considere medidas alternativas de mitigação em vez de impor a substituição generalizada de infraestrutura sem ter em conta os ciclos de investimento ou mecanismos de compensação. A carta aponta também críticas à proposta do Digital Networks Act (DNA), que, segundo os responsáveis, não melhora suficientemente as condições para investir e inovar na conectividade europeia. As operadoras defendem medidas que permitam libertar capital para a implementação das redes, associar o investimento à procura em vez de imposições regulatórias, modernizar as regras aplicáveis às novas infraestruturas e reduzir a complexidade administrativa. Em contrapartida, os responsáveis reconhecem avanços noutras áreas da estratégia europeia, nomeadamente através do Cloud and AI Development Act e das recentes regras relativas ao espectro para comunicações móveis por satélite. Os CEO alertam que a Europa enfrenta uma escolha entre reforçar a conectividade para recuperar capacidade tecnológica ou arriscar uma maior dependência noutras camadas da infraestrutura digital. |