A IA está a ser integrada nos workflows de gestão de projetos, mas persistem desafios ao nível das competências e ética
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A Inteligência Artificial (IA) está a tornar-se uma componente central na gestão de projetos em vários setores, passando de ferramenta experimental a elemento integrado nos processos operacionais. Segundo um estudo da Association for Project Management (APM), baseado em mil profissionais no Reino Unido, 27% dos inquiridos afirmam que a IA já está totalmente integrada nos seus workflows diários. As aplicações são diversas, incluindo previsão de resultados, apoio à tomada de decisão, automatização de tarefas administrativas e melhoria da gestão de risco. A tecnologia está também a ser utilizada na criação de relatórios, alocação de recursos e investigação. Esta evolução reflete uma mudança estrutural: a IA deixa de ser apenas uma ferramenta de produtividade para se tornar uma capacidade estratégica na entrega de projetos. A adoção varia entre setores, sendo mais avançada na construção (28%), seguida da engenharia (25%), serviços financeiros (24%) e tecnologia (23%), demonstrando que o contexto setorial influencia o ritmo de implementação. Apesar da elevada adoção, o estudo revela níveis elevados de confiança: 92% dos profissionais acreditam que as suas competências estão alinhadas com as exigências de um ambiente orientado por IA. No entanto, persistem lacunas. As competências mais críticas para o futuro incluem literacia de dados, tomada de decisão com base em IA, liderança em ambientes híbridos e avaliação ética. As questões éticas ganham também destaque, com preocupações relacionadas com transparência, responsabilidade e fiabilidade dos resultados gerados por IA. O risco de dependência excessiva e a possível perda de criatividade são igualmente apontados. O estudo conclui que, embora a confiança na IA seja elevada, o sucesso da sua integração dependerá da capacidade de desenvolver competências avançadas e garantir uma utilização ética e governada da tecnologia. |