Apenas 5% das organizações confia totalmente em fornecedores de segurança

Estudo da Sophos revela falta de confiança generalizada em fornecedores de cibersegurança, com impacto direto nas decisões e no risco

Apenas 5% das organizações confia totalmente em fornecedores de segurança

A confiança nos fornecedores de cibersegurança continua a ser um dos principais desafios para as organizações, com apenas 5% a afirmar confiar totalmente nos seus parceiros, segundo um estudo global da Sophos.

O relatório “The Cybersecurity Trust Reality 2026”, baseado em respostas de cinco mil organizações em 17 países, destaca que 95% dos inquiridos não têm confiança plena nos fornecedores, evidenciando fragilidades na forma como as empresas avaliam e gerem o risco.

A dificuldade em medir a fiabilidade dos parceiros é um dos principais problemas: 79% dos participantes indicam ter dificuldades em avaliar novos fornecedores, enquanto 62% enfrentam o mesmo desafio com parceiros atuais.

Esta falta de confiança tem consequências diretas. Mais de metade das organizações (51%) reporta um aumento da preocupação com a probabilidade de incidentes graves, associando esse risco à incerteza em relação aos fornecedores.

O estudo sublinha que a eficácia da cibersegurança não depende apenas da tecnologia, mas também da confiança nas entidades responsáveis pela proteção dos sistemas.

Entre os fatores mais valorizados estão a existência de validações independentes, certificações e provas concretas de maturidade operacional. A transparência na gestão de incidentes e o desempenho técnico consistente são igualmente determinantes.

Para os conselhos de administração, a confiança está cada vez mais ligada a critérios verificáveis, refletindo a crescente pressão regulatória e a necessidade de demonstrar diligência na escolha de fornecedores.

A adoção de inteligência artificial na cibersegurança intensifica este desafio, uma vez que as organizações exigem garantias adicionais sobre a utilização responsável e transparente destas tecnologias.

A Sophos conclui que a confiança deixou de ser um elemento de marketing para se tornar um requisito estratégico e de conformidade, exigindo maior transparência, responsabilidade e validação contínua por parte dos fornecedores.

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