A integridade da informação passou a liderar as preocupações dos responsáveis de risco em 2026, segundo a Gartner. A IA e a incerteza regulatória estão entre os principais fatores
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A integridade da informação tornou-se o principal risco emergente para os responsáveis de gestão de risco no primeiro trimestre de 2026, segundo um estudo divulgado pela Gartner. A consultora atribui esta mudança ao crescimento da tomada de decisão baseada em Inteligência Artificial (IA) e à incerteza em torno dos requisitos de transparência associados a estas tecnologias. O Gartner Quarterly Emerging Risk Report recolheu contributos de 337 executivos seniores das áreas de risco, auditoria e governance, identificando novas preocupações relacionadas com preparação das organizações para a adoção de IA. Segundo Gamika Takkar, Director Research da Gartner, os resultados demonstram um aumento da preocupação com o impacto da IA no contexto laboral e na capacidade das organizações responderem às novas exigências tecnológicas. A Gartner define riscos emergentes como ameaças altamente incertas, cujos impactos ainda não foram plenamente sentidos pela maioria das organizações, aumentando os níveis de imprevisibilidade. A consultora considera que os desafios ligados à integridade da informação abrangem temas como inovação acelerada em IA, vulnerabilidades nos modelos de governance, ausência de transparência, regulação incerta, atuação de agentes maliciosos e falhas na comunicação organizacional. O relatório destaca também a crescente preocupação com a instabilidade geopolítica, identificada como um dos principais fatores externos de risco para as organizações. Segundo a Gartner, o atual contexto geopolítico está a gerar ameaças mais voláteis e difíceis de antecipar, obrigando as empresas a desenvolver mecanismos mais estruturados de resposta. Para lidar com estes cenários, a consultora recomenda a utilização de matrizes de cenários para identificar fatores críticos, antecipar impactos e definir planos de ação com mecanismos de alerta precoce. O estudo mostra ainda que o contexto económico de baixo crescimento, associado a inflação e instabilidade financeira, deixou de figurar entre os principais riscos emergentes, posição que ocupava desde a segunda metade de 2025. |