Apenas 38% dos Conselhos de Administração das empresas têm elevados níveis de qualidade de administradores

A melhoria da eficácia do conselho de administração das empresas passa pelo aumento da qualidade e da dinâmica social dos administradores, revela estudo da Gartner

Apenas 38% dos Conselhos de Administração das empresas têm elevados níveis de qualidade de administradores

Um estudo da Gartner, que envolveu 92 conselheiros gerais, concluiu que apenas 38% dos Conselhos de Administração das empresas têm elevados níveis de qualidade na direção e dinâmicas sociais positivas.

De acordo com o estudo, o principal e único fator de melhoria ao nível da eficácia do conselho de administração é o aumento da qualidade e da dinâmica social dos administradores, que se traduz num aumento de 53% na eficácia. No entanto, os dados avaliados demonstram que 62% dos conselheiros não cumprem com os critérios.

“Os conselhos de administração eficazes responsabilizam os executivos e contribuem de forma positiva para a governação empresarial, a estratégia e a gestão do risco. No entanto, metade das sociedades de gestão empresarial afirmam que o seu conselho de administração não é totalmente eficaz com base nestes critérios”, afirma James Crocker, Director, Research no Gartner Legal & Compliance practice.

O estudo concluiu que os Conselhos das Administrações devem concentrar-se na procura e recrutamento, uma vez que a seleção e o recrutamento é a atividade com maior impacto, contribuindo com a melhoria da qualidade dos administradores e da dinâmica social em 42%.

Para além de manterem uma carteira de potenciais candidatos a diretores, James Crocker defende que os gestores devem trabalhar em conjunto com o presidente da comissão de nomeações a fim de melhorar a qualidade das nomeações dos administradores. 

Algumas das recomendações apresentadas pela Gartner passam por:

  • Trabalhar em conjunto com o CEO e o CHRO para identificar necessidades ao nível das competências dos diretores: A saída de diretores cria lacunas ao nível das competências à medida que a organização passa por um processo evolutivo. Os candidatos devem ter competências que se encaixem e acompanhem as mudanças exigidas pela estratégia da organização;
  • Trabalhar com o CHRO e o presidente do Conselho de Administração sobre a necessidade de transmitir diversas perspetivas ao Conselho de Administração: Perpetuar a nomeação de diretores iguais a si próprios acaba por enraizar pontos e características já existentes no conselho de administração. É necessário mudar as visões;
  • Trabalhar com o CHRO para ter em conta os talentos dos potenciais candidatos: Na hora de recrutar, os executivos estão mais limitados aos mesmos tipos de candidatos que já fazem parte do Conselho de Administração. Desta forma, pode tornar-se difícil preencher determinada lacuna de competências. Candidatos com experiência mais sólida em determinada área podem tornar-se fortes candidatos.
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