As organizações mais avançadas na adoção de inteligência artificial registam ganhos de produtividade até 25% e melhorias de até 30% no EBITDA, segundo um estudo da Bain & Company
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As empresas que conseguem escalar a utilização de Inteligência Artificial (IA) estão a alcançar ganhos de produtividade entre 15% e 25% e melhorias de até 30% no EBITDA, conclui o estudo “Will IT Accelerate or Stall Your AI Transformation?”, da Bain & Company. A consultora alerta, contudo, que muitas organizações continuam sem as infraestruturas tecnológicas e de dados necessárias para transformar projetos-piloto em resultados financeiros sustentáveis. Segundo a Bain, o principal desafio deixou de estar na identificação de casos de uso para IA e passou a centrar-se na capacidade das áreas de tecnologias de informação e gestão de dados para suportarem implementações à escala empresarial. A falta de investimento em plataformas, arquitetura tecnológica, governação e qualidade dos dados pode limitar a criação de valor e comprometer o retorno esperado dos projetos de IA. “Quem não modernizar as suas plataformas e arquitetura tecnológica arrisca-se a ficar preso numa sucessão de pilotos sem impacto material no negócio”, afirma João Valadares, Partner da Bain & Company, em comunicado. O estudo identifica cinco áreas prioritárias para CIO e responsáveis tecnológicos que pretendam acelerar a adoção da IA nas organizações. Entre as recomendações estão o reforço da governação de IA, dados e plataformas, a aceleração dos processos de implementação, a adoção de modelos mais orientados ao cliente, a otimização dos custos com software e fornecedores e o investimento nas fundações tecnológicas necessárias para suportar escalabilidade. A Bain considera que muitas infraestruturas empresariais atuais foram concebidas antes da atual vaga de inteligência artificial e não estão preparadas para responder às exigências associadas a modelos avançados e agentes autónomos. Segundo João Valadares, à medida que a IA evolui, as empresas terão de repensar profundamente as suas arquiteturas tecnológicas para evitar que as áreas de IT se transformem num fator de bloqueio à inovação e à transformação digital. Para o mercado português, a consultora defende que o foco deverá passar pela modernização de plataformas, melhoria da qualidade dos dados e evolução dos modelos de governação, criando condições para acelerar a adoção da IA em larga escala e maximizar o retorno dos investimentos realizados. |