Reino Unido investe €172 milhões em computação quântica

O governo britânico anunciou que vai investir £153 milhões na comercialização de computação quântica, o equivalente a quase 172 milhões de euros

Reino Unido investe €172 milhões em computação quântica

O investimento do governo britânico em computação quântica soma-se ao já anunciado por alguns ‘players’ da indústria, totalizando mais de 390 milhões de euros em investimento global no país. Desde 2014, ano da sua fundação, o National Quantum Technologies Programme britânico já alocou mais de mil milhões de libras (1, 12 mil milhões de euros).

O investimento individual do Reino Unido de 172 milhões de euros soma-se ao já anunciado pela União Europeia em 2018, de cerca de 1,35 mil milhões de euros. No contexto do Brexit, o esforço individual é justificado, também, pelo eventual corte no acesso aos fundos europeus.

Este avanço mostra que a quântica já não é uma ciência experimental no Reino Unido”, refere o Ministro da Ciência, Chris Skidmore. “O investimento por parte do governo e negócios está a compensar, à medida que nos tornamos num país líder na ciência e tecnologia quântica. A indústria está a tornar o que outrora foi um ‘pipedream’ futurístico em produtos capazes de mudar vidas”.

O investimento britânico do Industrial Strategy Challenge Fund vai permitir a criação de novos produtos através do apoio à investigação, competições de desenvolvimento e projetos industriais.

"Não se trata apenas de criar o ambiente para as tecnologias quânticas se desenvolverem. Estamos a investir numa ampla gama de tecnologias - computação, sensores, imagens e comunicações - e, durante a vida útil deste programa, esperamos ver produtos e serviços comerciais transformadores passarem da aspiração do laboratório para a realidade comercial”, afirma Roger McKinlay, Diretor de Desafios para a Quantum Technologies na UK Research and Innovation, à publicação TechCrunch.

“A tecnologia é nova, mas a abordagem já foi treinada e testada. Grande parte do financiamento será usado em projetos de P&D colaborativos, concedidos de forma competitiva a consórcios liderados pela indústria. Também financiaremos estudos de viabilidade e administraremos um acelerador de investimentos”, sublinha McKinlay.

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