A Nvidia anunciou um contrato de vários anos com a Meta para o fornecimento de milhões de chips de IA, incluindo as atuais Blackwell e futuras Rubin, reforçando a sua posição estratégica no mercado de infraestruturas para data centers e IA generativa
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A Nvidia confirmou a assinatura de um acordo plurianual com a Meta Platforms para a venda de milhões de chips de Inteligência Artificial (IA), numa parceria que abrange tanto as atuais Blackwell como a próxima geração Rubin. O contrato inclui ainda a instalação autónoma dos processadores centrais Grace e Vera, posicionando a empresa não apenas como líder em GPU para IA, mas também como concorrente direta no mercado de CPU, tradicionalmente dominado pela Intel e pela AMD. Embora o valor financeiro do acordo não tenha sido divulgado, a Meta é amplamente considerada um dos quatro principais clientes responsáveis por 61% das receitas da Nvidia no último trimestre fiscal, o que reforça o peso da tecnológica nas grandes infraestruturas globais de IA. Introduzidos em 2023 e baseados na arquitetura da Arm Holdings, os processadores Grace foram concebidos inicialmente como complemento às GPU da Nvidia. No entanto, a empresa procura agora expandir a sua utilização para novas áreas, como a execução de agentes de IA e cargas de trabalho empresariais intensivas, incluindo bases de dados e processamento backend em data centers. Segundo Ian Buck, diretor-geral da unidade de hyperscale e high-performance computing da Nvidia, os processadores Grace já demonstraram ganhos significativos de eficiência energética, consumindo cerca de metade da energia em determinadas tarefas comuns de bases de dados. A próxima geração, Vera, deverá aprofundar essa vantagem. “A Vera continua esse caminho e posiciona-se como uma CPU orientada para data centers, especialmente em operações intensivas de processamento de dados”, afirmou o responsável, acrescentando que a Meta já testou o novo chip com resultados “muito promissores”. O anúncio surge num momento em que a Meta está também a desenvolver chips próprios de IA e mantém conversações com a Google para eventual utilização dos seus Tensor Processing Units (TPU). Ainda assim, a dimensão do acordo agora revelado sinaliza que a Nvidia conseguiu manter e potencialmente expandir a sua relevância estratégica junto de um dos seus maiores clientes, consolidando simultaneamente a ambição de ganhar tração no mercado de CPU para ambientes de data center. |