Portugal vai receber supercomputador europeu

Depois da entrada em funcionamento do BOB, Portugaldá um novo passo para reforçar a capacidade de computação depois de assinar o contrato de alojamento do Deucalion

Portugal vai receber supercomputador europeu

Depois da entrada em funcionamento, em julho, do supercomputador BOB, Portugal dá um novo passo para reforçar a sua capacidade de computação ao assinar, em Estrasburgo, o contrato de alojamento do Deucalion, o supercomputador português, que integra a iniciativa EuroHPC – European High Performance Computing, uma empresa comum da União Europeia que irá instalar supercomputadores em vários países europeus.

Com este contrato, formalizado no dia 26 de novembro, Portugal reforça a capacidade do MACC (Minho Advanced Computing Centre) com uma nova máquina, que se prevê que esteja instalada e a funcionar no final de 2020. O supercomputador Deucalion, de nível petascale, será capaz de executar, pelo menos, 10 PFlops, ou dez mil biliões de operações por segundo, reforçando significativamente o atual BOB, o primeiro supercomputador a operar em Portugal, e alargando o âmbito de atividades a disponibilizar pelo MACC.

Depois do BOB, o Deucalion materializa um aumento significativo do poder de computação disponível em Portugal e vai permitir um acesso mais facilitado a toda a comunidade do sistema científico e tecnológico nacional para trabalhos no domínio do cálculo intensivo, da ciência de dados e da inteligência artificial”, afirma Nuno Feixa Rodrigues, coordenador-geral do INCoDe.2030.

O Deucalion vem criar grandes oportunidades não só para especialistas em supercomputação, mas também para um crescente grupo de áreas de investigação aplicada com crescentes necessidades de processamento digital de informação, entres as quais se destacam a medicina, terra e espaço, física e mobilidade. Este aumento significativo do poder de computação disponível, irá permitir a toda a comunidade do sistema científico e tecnológico nacional um acesso mais facilitado a este tipo de equipamentos, essenciais para trabalhos no domínio do cálculo intensivo, da ciência de dados e da inteligência artificial.

Estes equipamentos representarão, também, uma oportunidade única para o tecido empresarial, permitindo elevar significativamente a sua capacidade de conceção, otimização e validação de novos produtos e serviços, abrindo importantes vias de criação de valor acrescentado para a economia Portuguesa.

A criação do MACC foi formalizada em novembro de 2017, com a assinatura de um memorando de entendimento entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Universidade do Texas em Austin (UTAustin) e a Universidade do Minho (UMinho). O primeiro supercomputador instalado é uma infraestrutura de Computação Avançada Stampede 1, cedida à FCT pelo Texas Advanced Computing Centre (TACC) da UTAustin, no âmbito de uma parceria internacional entre a UTAustin e Portugal. O supercomputador aumenta em 10 vezes a capacidade nacional de computação e estimula novas formas de cooperação entre as comunidades científicas e empresariais nos domínios emergentes da ciência de dados e da inteligência artificial.

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