Financiamento da ANI apoia participação nacional em iniciativas europeias do Chips Act, com foco em packaging avançado e circuitos fotónicos integrados
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A Agência Nacional de Inovação (ANI) anunciou o apoio a dois projetos estratégicos na área dos semicondutores, com um financiamento total de 6,4 milhões de euros, reforçando o posicionamento de Portugal no setor da microeletrónica. O financiamento destina-se a assegurar o cofinanciamento nacional da participação portuguesa em projetos europeus aprovados no âmbito da Parceria Europeia Chips Joint Undertaking (CHIPS JU), um dos instrumentos centrais do European Chips Act. As iniciativas inserem-se no Pilar 1 da Iniciativa para os Circuitos Integrados para a Europa. Os projetos são liderados, a nível nacional, pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e pelo Instituto de Telecomunicações, incidindo sobre áreas consideradas críticas para a autonomia estratégica europeia, como linhas piloto, plataformas de design avançado, integração e packaging de chips. No caso do INL, o apoio financia a participação portuguesa numa linha piloto europeia focada em packaging avançado e integração heterogénea de componentes eletrónicos. O projeto integra a iniciativa APECS, que reúne dez parceiros europeus sob a liderança da Fraunhofer Society, com o objetivo de apoiar empresas na integração e encapsulamento de chiplets em novos sistemas eletrónicos. Segundo Clívia Sotomayor Torres, diretora-geral do INL, o projeto visa reduzir a dependência de cadeias de abastecimento globais e reforçar a soberania tecnológica europeia. O INL está a investir cerca de 19 milhões de euros nesta área, combinando financiamento nacional e europeu. “O PIXEurope Português, apoiado pela CHIPS JU e pela ANI, posiciona o Instituto de Telecomunicações, a Zona Centro e Portugal nesta rede, promovendo o apoio a start-ups nacionais e europeias no domínio da prototipagem e testes de circuitos óticos integrados, contribuindo para a afirmação de Portugal nesta área-chave da tecnologia”, sublinha José Carlos Pedro, Presidente do Instituto das Telecomunicações, em comunicado. A ANI refere que este investimento reforça a execução da Estratégia Nacional para os Semicondutores, promovendo a articulação entre financiamento europeu e nacional, o fortalecimento do ecossistema científico e tecnológico e o crescimento sustentado de um setor considerado crítico para a competitividade da economia portuguesa e para a soberania tecnológica europeia. |