Investigador da AWS combina dois computadores quânticos para melhorar criptografia

Ao combinar os dois processadores, o cientista verificou que originava um maior nível de aleatoriedade, ideal para tornar as chaves de criptografia mais fortes e proteger dados sensíveis

Investigador da AWS combina dois computadores quânticos para melhorar criptografia

Ao combinar as capacidades de dois computadores quânticos, um investigador da unidade quântica da Amazon – Braket – desenvolveu uma forma de criar números verdadeiramente aleatórios, o que pode dar origem a chaves de criptografia mais fortes – necessárias para proteger dados críticos online. A aleatoriedade tem um papel fundamental na criptografia, pelo que quanto mais aleatória for a chave, mais difícil é de decifrar por agentes maliciosos. 

A descoberta foi feita pelo cientista Mario Berta, que reuniu os processadores quânticos da Rigetti e da IonQ, ambos disponíveis através dos serviços de computação quântica baseados na cloud da empresa. "Os geradores quânticos de números aleatórios mantêm a promessa de aumentar a segurança em determinados casos", disse Berta numa publicação de blog, citado pela ZDnet.

A utilização de processadores quânticos evita “potenciais vulnerabilidades” das tecnologias clássicas que geram ferramentas de encriptação. Tais vulnerabilidades “podem ser abordadas com tecnologias quânticas que fazem uso da imprevisibilidade inerente à física de sistemas microscopicamente pequenos", explica Berta. 

O investigador aproveitou uma propriedade intrínseca à física quântica pela qual partículas existem num estado quântico especial chamado superposition. Num computador quântico, isto significa que bits quânticos (ou qubits) podem ser um valor de zero e um ao mesmo tempo – mas que colapsam para qualquer um dos valores assim que são medidos. Isto significa que, mesmo equipado com informação completa sobre o estado quântico, é impossível saber com antecedência qual o valor que o qubit irá colapsar quando medido.

Assim, um dado número de qubits pode fornecer uma cadeia de bits com um número igual de valores completamente aleatórios. Berta completa, dizendo que “características quânticas únicas permitem a criação de aleatoriedade recentemente gerada que provavelmente não pode ser conhecida por mais ninguém com antecedência".

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