CIO pressionados por disrupção crescente

CIO e restantes executivos enfrentam pressão para acelerar inovação e melhorar a experiência do cliente, segundo estudo da KPMG que alerta para respostas ainda demasiado reativas

CIO pressionados por disrupção crescente

Os CIO enfrentam pressão crescente para responder a disrupções operacionais, tensões geopolíticas e mudanças tecnológicas, segundo o relatório “Adaptability Pulse Survey” da KPMG. O estudo conclui que muitas organizações continuam focadas em respostas de curto prazo, em vez de estratégias preventivas e estruturadas.

De acordo com a KPMG, 67% dos CIO, CTO e Chief AI Officers indicam sentir pressão para melhorar a experiência do cliente, enquanto 64% referem pressão para acelerar inovação. A redução de custos operacionais surge também entre as principais prioridades dos líderes tecnológicos.

O estudo baseia-se num inquérito a 1.120 profissionais e aponta para uma tendência comum nas organizações que passa por responder a problemas imediatos em vez de adotar abordagens proativas para lidar com instabilidade económica, tecnológica e operacional.

Segundo a KPMG, empresas que adotam estratégias preventivas têm maior probabilidade de obter melhores resultados operacionais e financeiros. O relatório refere que organizações com abordagens proativas apresentam resultados positivos com uma frequência quase 1,5 vezes superior face às empresas mais reativas.

Andrew Getz, go-to-market enablement leader for deal advisory and strategy da KPMG, afirma que uma postura proativa permite às organizações responder mais rapidamente a novas disrupções e abandonar modelos operacionais ultrapassados.

A experiência do cliente surge como principal fonte de pressão para a maioria dos profissionais. O estudo indica que 70% dos CEO, 75% dos CFO e 68% dos COO identificam esta área como prioridade crítica. A aceleração da inovação aparece imediatamente a seguir entre os principais desafios para as equipas de gestão.

O relatório recomenda quatro medidas para reforçar a capacidade de adaptação das organizações. Entre elas estão a criação de processos centralizados de planeamento estratégico, investimento em estruturas operacionais orientadas para mudança contínua, desenvolvimento de redes de parceiros estratégicos e adoção de modelos de planeamento por cenários.

A KPMG defende ainda que as empresas devem integrar mecanismos permanentes de monitorização de riscos, sinais de mercado e alterações tecnológicas, permitindo identificar potenciais disrupções com maior antecedência.

O relatório “Adaptability Index” conclui também que organizações capazes de implementar estratégias proativas à escala empresarial apresentam níveis superiores de resiliência e capacidade de execução.

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