Um estudo da Infor indica que 68% das empresas consideram que as soluções de inteligência artificial disponíveis no mercado não respondem adequadamente às especificidades dos seus setores
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A adequação da Inteligência Artificial (IA) aos processos específicos de cada indústria está a tornar-se um dos desafios da adoção empresarial da tecnologia. Segundo o “Enterprise AI Adoption Impact Index” da Infor, 68% das organizações inquiridas consideram que as soluções de IA disponíveis no mercado não respondem suficientemente às necessidades do seu setor. O estudo ouviu mais de dois mil decisores empresariais em sete mercados e acompanha o lançamento de uma nova arquitetura Infor Industry AI, através da qual a tecnológica pretende incorporar maior contexto setorial nos agentes utilizados em processos empresariais. Os resultados indicam também que 59% das empresas esperam aumentar o investimento em IA nos próximos 12 meses. Ao mesmo tempo, 54% dos responsáveis afirmam sentir-se confortáveis com agentes autónomos a executar integralmente processos críticos de negócio sem intervenção humana em todas as etapas. Apenas 11% preferem que decisões de elevado impacto sejam tomadas exclusivamente por pessoas, sem qualquer contributo da IA. Apesar da crescente autonomia atribuída à tecnologia, as organizações ainda apresentam diferentes modelos para determinar quem responde pela utilização da IA. Cerca de 23% atribuem a principal responsabilidade ao CEO ou à liderança executiva, enquanto 22% apontam para o CIO ou CTO. Outros 15% remetem a função para um comité de IA ou estrutura de governação e 10% para os responsáveis de cada departamento. Em 15% das organizações não existe uma pessoa com responsabilidade principal ou essa atribuição não está claramente definida. O cargo de Chief AI Officer permanece minoritário, sendo apontado por 10% das empresas. A governação surge igualmente entre os obstáculos à expansão da tecnologia. Cerca de 33% dos responsáveis identificam Segurança dos dados, soberania ou conformidade como a principal barreira ao avanço da estratégia de IA. A perceção sobre as limitações da IA generalista varia entre setores. Na indústria transformadora, 73% dos participantes consideram que as soluções disponíveis no mercado não se ajustam adequadamente às suas necessidades. Na distribuição, a percentagem sobe para 76%, enquanto no retalho se situa nos 69%. A Infor associa estes resultados à complexidade dos processos operacionais e à necessidade de compreender informação e regras específicas de cada atividade. É neste contexto que a tecnológica apresentou a evolução do Infor Industry AI, uma arquitetura que procura acrescentar aos modelos contexto proveniente das aplicações e processos específicos de cada indústria. A plataforma utiliza as Industry CloudSuites, catálogos de processos e modelos de linguagem especializados para contextualizar os agentes. O Infor IQ funciona como camada semântica comum e disponibiliza um catálogo com mais de 350 casos de utilização. A empresa afirma que clientes que utilizam estas capacidades conseguiram processar envios até 60% mais rapidamente, embora os dados apresentados não detalhem a dimensão da amostra utilizada para obter este resultado. A Infor está também a reforçar os mecanismos destinados a controlar as ações executadas pelos agentes. A arquitetura inclui fluxos de aprovação humana, permissões específicas para agentes e audit trails das operações realizadas. Segundo a empresa, cada ação passa por uma camada de governance, risk and compliance integrada na Infor Industry Cloud Platform, com mecanismos destinados a explicar decisões e manter registos verificáveis das operações. A tecnológica está igualmente a introduzir uma experiência de utilização adaptativa que agrega, numa única interface, a informação necessária para uma determinada decisão. Os utilizadores podem trabalhar através do Infor GenAI Assistant ou recorrer a assistentes de IA de terceiros. A estratégia reflete uma mudança mais ampla na adoção empresarial de IA: à medida que os agentes deixam de apenas produzir informação e começam a executar processos, o contexto específico do negócio, as permissões e a definição clara de responsabilidade tornam-se componentes centrais da arquitetura tecnológica. |