Transição energética acelera digitalização da sustentabilidade nas empresas

Novo estudo da ISG revela que as organizações estão a ir além do cumprimento regulatório, investindo em arquiteturas ESG integradas, dados em tempo real e soluções digitais para gerar impacto mensurável e vantagem competitiva

Transição energética acelera digitalização da sustentabilidade nas empresas

As empresas europeias estão a evoluir a sua abordagem à sustentabilidade, passando de uma lógica centrada no cumprimento regulamentar para uma estratégia orientada a resultados financeiros e operacionais concretos. A conclusão é do relatório “2025 ISG Provider Lens European and Global Digital Sustainability”, divulgado pela Information Services Group (ISG), que analisa a maturidade do mercado de sustentabilidade digital na Europa.

De acordo com o estudo, as organizações estão a alinhar as suas estratégias com a transição energética para fontes renováveis, com o objetivo de gerir melhor a exposição ao custo da energia, apoiar metas de descarbonização e criar novas oportunidades de crescimento. Neste contexto, procuram parceiros capazes de transformar dados, Inteligência Artificial (IA) e conhecimento setorial em resultados verificáveis que reforcem a transparência, a responsabilização e a diferenciação competitiva.

As empresas europeias estão a alinhar as suas estratégias com a transição para energias renováveis, de forma a gerir a exposição energética, apoiar objetivos de descarbonização e captar novas oportunidades de crescimento”, afirma Matthias Paletta, diretor da ISG. “Estão a procurar fornecedores capazes de transformar dados, IA e conhecimento setorial em resultados verificáveis que reforcem a transparência, a responsabilização e a diferenciação competitiva.”

O relatório destaca que as empresas estão a investir em arquiteturas integradas de dados ambientais, sociais e de governação (ESG), ligando informação de sustentabilidade aos sistemas financeiros, de procurement, recursos humanos, operações e tecnologia operacional (OT). Esta integração melhora a qualidade da informação e reforça os mecanismos de governação interna.

Além disso, cresce a procura por soluções que assegurem maior transparência ao nível da cadeia de abastecimento e do ciclo de vida dos produtos, permitindo uma análise mais granular das emissões de carbono e das práticas laborais.

Com a rápida evolução do mix energético europeu em direção às renováveis e a descida continuada das emissões, as organizações, especialmente as intensivas em energia, estão a recorrer a ferramentas digitais para gerir processos de eletrificação, integrar produção renovável própria e aumentar a flexibilidade operacional. A medição rigorosa de consumos e emissões torna-se um elemento crítico para otimizar custos e adaptar operações a um sistema energético mais variável.

Segundo a ISG, muitas empresas procuram serviços de estratégia e capacitação para estruturar abordagens de dupla materialidade e avaliação de risco climático. Estas iniciativas são enquadradas em programas de transformação mais amplos, suportados por business cases e modelos de cenarização que avaliam riscos climáticos e exploram estratégias de economia circular.

Os fornecedores desempenham um papel relevante neste processo, ao disponibilizarem modelos operacionais baseados em dados que clarificam responsabilidades e governação entre áreas operacionais, tecnológicas e de compliance.

A integração de dados de sustentabilidade com ferramentas de apoio à decisão em tempo real está também a permitir maior visibilidade sobre processos industriais, promovendo eficiência energética, melhor utilização de materiais e redução do impacto ambiental. Estas soluções, muitas vezes reforçadas com IA e IoT, disponibilizam informação contextualizada às equipas operacionais, apoiando decisões mais informadas no dia a dia.

Após um período de rápida expansão, o mercado europeu de sustentabilidade digital está a entrar numa fase de maturidade, com os fornecedores a ajustarem os seus portfólios a casos de uso claros e orientados para resultados concretos”, sublinha Matt Warburton, principal consultant e responsável de sustentabilidade digital na ISG. “As empresas procuram parceiros que combinem resultados ambientais, sociais e económicos tangíveis com modelos de entrega transparentes e baseados em dados.”

O relatório identifica ainda lacunas de competências, tanto do lado das empresas como dos fornecedores, bem como o uso crescente de IA generativa para apoiar a produção de narrativas qualitativas nos relatórios corporativos de sustentabilidade.

O “2025 ISG Provider Lens European and Global Digital Sustainability” avaliou 70 fornecedores no mercado europeu, distribuídos por três áreas principais: serviços de estratégia e capacitação, soluções e serviços específicos de OT e indústria, e soluções e serviços de TI para sustentabilidade digital.

Tags

NOTÍCIAS RELACIONADAS

RECOMENDADO PELOS LEITORES

REVISTA DIGITAL

IT INSIGHT Nº 59 Janeiro 2026

IT INSIGHT Nº 59 Janeiro 2026

NEWSLETTER

Receba todas as novidades na sua caixa de correio!

O nosso website usa cookies para garantir uma melhor experiência de utilização.