Falta de talento em IA desafia CFO

Gartner aponta escassez de talento como prioridade e os CFO enfrentam volatilidade e pressão tecnológica. Upskilling surge como resposta no curto prazo

Falta de talento em IA desafia CFO

A escassez de talento em Inteligência Artificial (IA) e competências digitais é o principal desafio dos diretores financeiros (CFO) no curto prazo, segundo um estudo da Gartner.

O inquérito, realizado entre janeiro e fevereiro de 2026 junto de cem CFO, identifica como prioridades a aquisição e desenvolvimento de talento em IA, bem como a capacidade de responder a um ambiente económico e geopolítico volátil.

Mallory Bulman, Senior Director Analyst na prática de Finanças da Gartner, refere que os CFO enfrentam níveis crescentes de mudança em múltiplas dimensões, incluindo tecnologia, sociedade e macroeconomia, dificultando a estabilidade operacional.

A consultora destaca que a contratação de talento especializado em IA é complexa e dispendiosa. Como alternativa, recomenda que as organizações invistam no upskilling das equipas existentes, com foco no desenvolvimento de competências digitais e na maximização do valor das ferramentas já implementadas.

Esta abordagem passa por tornar a tecnologia mais acessível aos colaboradores e por definir estratégias de literacia em IA ajustadas a funções específicas, abrangendo áreas como fundamentos, valor, engenharia e governação.

A Gartner antecipa que, até 2030, as funções financeiras serão significativamente transformadas por automação e IA. As equipas deverão evoluir de funções tradicionais de controlo para perfis mais técnicos, orientados para desenvolvimento de ferramentas, gestão de workflows automatizados e geração de insights à escala.

Neste contexto, a consultora recomenda quatro mudanças estruturais: transição de guardiões para catalisadores, de parceiros para criadores de ferramentas, de processos manuais para automatizados e de modelos lineares para abordagens iterativas.

O estudo sublinha ainda que o planeamento tradicional de cenários se revela insuficiente num contexto de elevada volatilidade. Em alternativa, a Gartner sugere a adoção de modelos adaptativos baseados em drivers, combinando fatores internos e externos, com recurso a automação para simulação de cenários.

A definição de ações contingentes baseadas em triggers permitirá às equipas financeiras responder de forma mais rápida a alterações no contexto económico, reforçando a capacidade de adaptação das organizações.

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