Adoção de IA entra em fase prática, mas desafios mantêm-se desde 2024

Um estudo da Experis identifica estratégias para ajudar empresas e profissionais a prosperar na era da IA, destacando capacitação, ética e supervisão humana

Adoção de IA entra em fase prática, mas desafios mantêm-se desde 2024

A Experis divulgou o “Global Insights Whitepaper – Construir e sustentar uma carreira significativa na era da IA”, um estudo que analisa o impacto crescente da Inteligência Artificial (IA) no mundo do trabalho e apresenta estratégias para que empresas e profissionais consigam tirar partido desta transformação de forma sustentável.

Segundo o estudo, apesar do forte entusiasmo em torno da IA, os principais desafios da sua adoção mantêm-se praticamente inalterados desde 2024. A resistência à mudança (31%) e a falta de competências em IA (28%) continuam a ser os dois maiores obstáculos identificados pelos empregadores, reforçando a necessidade de estratégias claras de capacitação e integração responsável.

À medida que entramos numa nova fase - de execução, com uma aplicação cada vez mais prática destas ferramentas -, torna-se evidente que a cooperação entre humanos e tecnologia será determinante para potenciar competências, redefinir funções e apoiar o sucesso dos negócios. Para tal, é essencial que profissionais e empresas encarem esta transformação com realismo e sentido de adaptação, investindo em capacitação e apostando numa integração da IA ética e responsável, centrada nas pessoas”, sublinha Nuno Ferro, Brand Leader da Experis.

O white paper identifica várias linhas de ação prioritárias. A primeira passa por aumentar, e não substituir, o trabalho humano. A Experis defende que a IA deve apoiar os profissionais, assumindo tarefas repetitivas, enquanto as funções que exigem julgamento, conhecimento específico e resolução dinâmica de problemas continuam a depender das competências humanas.

Outra recomendação é o desenvolvimento e teste de modelos de IA com parceiros de confiança, recorrendo a soluções já existentes no mercado e adotando uma implementação gradual. A gestão de talento surge como uma das áreas onde a IA já está a gerar ganhos de eficiência através de ferramentas amplamente disponíveis.

O estudo destaca ainda a importância do upskilling contínuo, sobretudo em literacia e competências práticas em IA. À medida que estas tecnologias se generalizam, cresce a procura por profissionais capazes de compreender, supervisionar, corrigir e colaborar com sistemas de IA, tornando a formação contínua um fator crítico de competitividade.

A Experis salienta igualmente a necessidade de incorporar supervisão humana constante em processos suportados por IA, garantindo contexto, julgamento ético e inteligência emocional. O redesenho de funções para potenciar a colaboração entre pessoas e tecnologia é apontado como essencial para maximizar o valor de ambos.

Por fim, o white paper recomenda que as organizações dominem a integração interna da IA antes de a disponibilizarem externamente em produtos e serviços. Esta abordagem permite testar casos de uso, ganhar eficiência operacional e reforçar a confiança de clientes e stakeholders, reduzindo riscos reputacionais.

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