Jornada pela transformação digital destaca empresas com desempenho cinco vezes superior

O grau de adoção de novas tecnologias está a criar discrepâncias significativas de receitas entre as empresas e deu origem às inovadoras Leapfroggers, conta novo estudo da Accenture

Jornada pela transformação digital destaca empresas com desempenho cinco vezes superior

A jornada das organizações pela transformação digital está a criar grandes discrepâncias, entre as que focaram os investimentos em novas tecnologias e reestruturaram o seu núcleo e as que fizeram apenas as mudanças necessárias para sobreviver no decorrer da pandemia. O novo estudo da Accenture – Make the Leap, Take the Leap - apresenta os Leapfroggers, novo tipo de empresas que através de abordagens mais agressivas e com a adoção de novas tecnologias, ficaram dois passos à frente, rentabilizando cinco vezes mais as receitas em relação aos restantes. "Este estudo mostra que as empresas líderes adotam tecnologias inovadoras mais cedo e realizam investimentos mais frequentes do que os seus pares", explica Pedro Galhardas, Managing Director responsável pela área de Strategy & Consulting, na Accenture Portugal.

O estudo é o terceiro de um conjunto de estudos desenvolvidos entre 2019 e 2021 sobre tecnologia empresarial. Conta com o testemunho de 4.300 pessoas, em 25 países e 20 setores diferentes. Através da amostra, categorizou as empresas entre Leaders (10%), Leapfroggers (18%) e Laggards (25%) e analisou o sucesso financeiro de cada um.

Uma empresa que não se mantém a par dos tempos, das tendências do mercado e das necessidades do consumidor, pode ficar para trás, mesmo que o ambiente disruptivo da pandemia tenha forçado a adoção de tecnologias. Num primeiro plano, a tecnologia tem um papel muito importante na sobrevivência das organizações, mas sobretudo a nível de crescimento. As Leapfroggers "são empresas que se concentram não apenas na implementação de novas tecnologias, mas também nas etapas críticas necessárias para garantir, com sucesso, a sua adoção em toda a empresa, e que incluem formas de trabalho mais ágeis, e a introdução de mudanças culturais importantes que reforçam tanto a inovação como a formação dos seus colaboradores. Cada uma destas ações resulta na criação de novo valor sustentável para os stakeholders destas empresas", acrescenta Pedro Galhardas.

Os novos dados indicam que as Leapfroggers representam 18% da amostra total do estudo e que se destacam por ter conseguido estabelecer resistências do sistema - Systems Strength -, mantendo a inovação como prioridade nos investimentos. "O estudo da Accenture avaliou as empresas de acordo com o conceito de Systems Strength, que mede o nível de adoção tecnológica, a aplicação de tecnologias em larga escala e o nível de preparação organizacional e cultural para a inovação. As empresas com pontuação mais alta nesta categoria e que conseguiram direcionar substancialmente os seus orçamentos de TI para a inovação, apresentaram um crescimento bastante acima das Laggards", afirma Rui Barros, Managing Director responsável pela área de Tecnologia, na Accenture Portugal. A parcela de 30% geralmente reservada para a inovação e a de 70% para manutenção e operações, foram, neste caso, invertidas, criando novas oportunidades e apertando a competição. 

Mais de 70% das empresas Leaders fortaleceram os investimentos em segurança na cloud e 68% apostou na cloud híbrida e passaram a utilizar tecnologias IoT (70%) e IA e machine learning (59%). 80% das Leapfroggers adotaram tecnologias cloud em 2017 e em 2020 chegaram aos 98%, agilizando processos e aumentando a capacidade de processamento. Conseguiram mobilizar rapidamente esforços para implementar estratégias num curto espaço de tempo e prosperar com a crise. Expandiram a utilização de tecnologias mais avançadas e emergentes em 17%, nas várias áreas do negócio e converteram problemas em soluções. Os vários anos de transformação digital passaram a meses, mas a mudança de mentalidades revela-se essencial neste processo. Requalificaram os profissionais de forma personalizada e fomentaram o bem-estar, ao estabelecerem formas de trabalho mais flexíveis.  

"Os Leapfroggers, demonstram um enorme progresso através da manutenção da Systems Strength e pela inclusão generalizada de inovação em todas as áreas da empresa. Neste momento, os Leapfroggers estão a fazer crescer as suas receitas quatro vezes mais depressa do que as Laggards", conclui Rui Barros.

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