Inteligência Artificial não está a ser aproveitada ao máximo

Um novo estudo mundial revela os esforços dos distribuidores em termos de Inteligência Artificial estão apenas focados na área das vendas e marketing. Deste modo, várias possibilidades da tecnologia ainda não estão a ser aplicada na cadeia de valor

Inteligência Artificial não está a ser aproveitada ao máximo

Um estudo do Capgemini Research Institute a nível mundial revela o impacto real que a Inteligência Artificial (IA) teve nas atividades das empresas do setor da distribuição em 2018, bem como os fatores que permitem usufruir plenamente das oportunidades oferecidas por esta nova tecnologia.

O estudo que existe um potencial de mais de 300 mil milhões de dólares para os retalhistas que souberem alargar o âmbito das suas atuais iniciativas de IA e implementar esta nova tecnologia em larga escala. O estudo alerta igualmente para que apenas 1% das atuais implementações de IA são realizadas em grande escala.

Este estudo, intitulado “Retail superstars: How unleashing AI across functions offers a multi-billion dollar opportunity”, examinou 400 empresas do setor da distribuição que têm casos de utilização real de IA em vários estágios de maturidade. Estas empresas representam 23% do volume de negócios do mercado mundial do setor do retalho. O estudo engloba também uma análise detalhada das iniciativas de IA dos 250 principais distribuidores a nível mundial em termos de volume de negócios.

Comparando as conclusões do estudo de 2018, com os dados recolhidos em 2017, torna-se evidente o enorme valor do retorno do investimento e o valor que esta nova tecnologia pode oferecer às empresas que implementam iniciativas de IA menos complexas e extensivas a toda a sua cadeia de valor.

O estudo mostra que houve um aumento significativo das implementações de IA em 2018 por comparação com o registado em 2017 (17%) e em 2016 (4%). Em 2018 o número de empresas que implementaram tecnologias IA foi sete vezes superior ao registado em 2016.

Por outro lado, 71% dos distribuidores afirmaram que a IA tem criado mais postos de trabalho, sendo que mais de dois terços (68%) correspondem a funções de nível superior (coordenadores ou cargos superiores). Paralelamente, 75% dos inquiridos declararam que a IA não substituiu/eliminou nenhum posto de trabalho nas suas organizações. As empresas que referiram ter havido supressões em função da aplicação da IA, identificaram-nas como estando abaixo de 25.

Atualmente só 26% dos casos de utilização da IA estão focados nas operações, no entanto estes são os mais rentáveis a nível do ROI. Alguns dos casos que mais se destacam incluem a utilização da IA nas tarefas de procurement (uma média de 7.9% de ROI), identificação de furtos em loja através da inclusão de leds com algoritmos (7.9%) e a otimização da cadeia logística (7.6%). Esta última área é aquela que oferece maiores oportunidades em termos operacionais dado o elevado nível de eficácia que a inteligência artificial pode aqui alcançar.

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