Repensar um espaço, repensar um setor: Como a Epson trouxe tecnologia sustentável para a hotelaria

A Epson aplicou tecnologia de impressão digital sobre tecidos reciclados no ibis Styles Marquês de Pombal para transformar um espaço que demonstra como a tecnologia e a sustentabilidade podem caminhar lado a lado no setor hoteleiro. Este piloto revela que soluções de baixo impacto ambiental são viáveis e podem ser replicadas

Repensar um espaço, repensar um setor: Como a Epson trouxe tecnologia sustentável para a hotelaria

A Epson juntou-se ao grupo Accor para testar novas formas de tornar o design de interiores e a produção têxtil mais sustentáveis. O projeto ganhou forma no espaço de pequeno-almoço do ibis Styles Marquês de Pombal, em Lisboa, onde uma parede inspirada num jardim serve de base ao “Rethink Your Style”, uma proposta que combina tecnologia, materiais responsáveis e economia circular.

A hotelaria enfrenta o desafio de reduzir o impacto ambiental sem comprometer a experiência dos hóspedes nem a funcionalidade dos espaços. No setor têxtil, métodos tradicionais consomem muita água e energia e produzem resíduos significativos, e foi este problema que a Epson procurou resolver ao aplicar a sua tecnologia de impressão digital sobre tecidos reciclados no hotel.

O espaço de pequeno-almoço foi repensado para alinhar com o storytelling inspirado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e oferecer um ambiente funcional, onde “para além de zona de pequeno-almoço, fosse também uma zona agradável para se trabalhar, para se ter uma reunião, para fazer uma videochamada”, como sublinha Laura Alves, Brand Marketing Manager Spain & Portugal.

Pilar Codina, Corporate Sustainability Manager da Epson, confirma que a impressão da empresa, permite “reduzir o consumo de água e energia, gerar menos resíduos e aplicar a sublimação”, aumentando a versatilidade dos tecidos reciclados e garantindo qualidade, resistência e durabilidade mesmo em uso intensivo.

Tecnologia Epson: eficiência e economia circular

Raúl Sanahuja, Press e Social Media Manager para Portugal e Espanha da Epson, destaca que a impressão digital da empresa trouxe vantagens tangíveis porque processos tradicionais exigem pré-lavagem e pós-lavagem, enquanto tecnologias como o Monalisa ML 3 13000 conseguem reduzir o consumo de água em cerca de 97%. A sublimação utilizada no projeto não requer água e gere um impacto ambiental significativamente menor face a técnicas tradicionais como a serigrafia.

Com este projeto, a Epson provou que trabalhar com materiais circulares não implica perder qualidade. No caso, o poliéster reciclado manteve as propriedades do polímero original e pode ser reintegrado no ciclo produtivo. Raúl Sanahuja acrescenta que “a impressão não encontra qualquer barreira porque a base do material continua a ser um polímero” e explica que “é fácil separar as fibras tingidas do polímero branco, permitindo regenerar poliéster novamente através do mesmo processo de reciclagem”.

Integração logística e sustentabilidade operacional

A implementação do projeto contou com uma forte coordenação com fornecedores locais, o que, como sublinha Raúl Sanahuja, “permite reduzir significativamente o impacto do transporte, algo que muitas vezes esquecemos quando falamos de sustentabilidade e de economia circular”, criando ao mesmo tempo valor na supply chain.

Numa altura em que a empresa procura “conseguir, até 2050, ser livre em emissões negativas”, Pilar Codina acrescenta que a Epson desenvolveu iniciativas para reduzir emissões, incluindo a utilização de biodiesel e o projeto Asia Direct, que evita passagens desnecessárias por centros logísticos. A par dessas ações, a componente social também foi considerada, com auditorias e certificações em fábricas próprias para garantir direitos laborais e requisitos ambientais.

Resultados e lições do piloto

Para Raúl Sanahuja, o projeto “tem sido um piloto, uma primeira experiência, e serviu para mostrar que existe outra forma de acelerar processos em setores onde a pesquisa interna nos estava a atrasar”. Do lado da Accor, este projeto veio confirmar que espaços funcionais e sustentáveis podem coexistir com o storytelling existente. Laura Alves explica que o trabalho com múltiplos parceiros, incluindo a Lisbon School of Design e fornecedores especializados, permitiu materializar uma ideia complexa num espaço real, garantindo que o hotel continuava a operar a 100%.

O projeto, concretizado ao longo de dois anos e com intervenções também em Barcelona, mostra que a impressão digital sobre tecidos reciclados é viável e escalável. A Epson vê nesta experiência uma oportunidade de expandir tecnologia de baixo impacto e economia circular, enquanto a Accor já planeia replicar soluções semelhantes noutros hotéis, com Laura Alves a afirmar que “quando temos um novo projeto com o proprietário, apresentamos soluções e fornecedores que já respondem aos critérios de sustentabilidade”.

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