A Google Cloud atualizou o roteiro para adoção de criptografia pós-quântica, com metas para 2027 e 2028 e o objetivo de alcançar preparação completa em 2029
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A Google Cloud apresentou um roteiro atualizado para a migração da sua infraestrutura para criptografia pós-quântica (PQC), estabelecendo 2029 como meta para alcançar uma preparação completa perante as ameaças associadas à evolução da computação quântica. De acordo com a SecurityWeek, a empresa já tinha antecipado, em março, o calendário para esta transição, justificando a decisão com os avanços mais rápidos do que o esperado ao nível do hardware quântico e das tecnologias de correção de erros. O novo plano assenta no Quantum Threat Model da Google e estabelece três áreas prioritárias: mitigar o risco de ataques Store Now, Decrypt Later (SNDL), reforçar as assinaturas digitais contra falsificação e aumentar a agilidade criptográfica necessária para adotar novos padrões de segurança. Algumas medidas já estão implementadas. Os endpoints das API da Google Cloud, incluindo google.com e googleapis.com, utilizam atualmente o mecanismo de troca de chaves ML-KEM, normalizado pelo NIST, em modo híbrido. Os balanceadores de carga de aplicações e proxy suportam também, opcionalmente, mecanismos híbridos de troca de chaves resistentes à computação quântica para TLS 1.3. O Cloud KMS disponibiliza igualmente suporte para algoritmos de criptografia pós-quântica normalizados pelo NIST, abrangendo tanto a troca de chaves como as assinaturas digitais. Até ao final de 2027, a Google Cloud pretende mitigar o risco SNDL nas cargas de trabalho destinadas aos clientes, ferramentas administrativas e de desenvolvimento, como Cloud VPN e Interconnect, e serviços de transferência de dados, incluindo BigQuery CLI e Storage Transfer Service. A proteção da integridade das assinaturas e dos mecanismos de identidade deverá estar concluída até ao final de 2028. Esta fase inclui assinaturas resistentes à computação quântica na cadeia de fornecimento de software, certificados pós-quânticos na infraestrutura da Google e o reforço de mecanismos de identidade como o Cloud IAM. O mesmo prazo aplica-se a grande parte da evolução da gestão de chaves. A empresa prevê introduzir suporte para importação de chaves pós-quânticas no Cloud KMS ainda em 2026, enquanto mecanismos baseados em hardware, incluindo Confidential Computing e Cloud HSM, deverão ser reforçados até 2028. Ao nível do hardware, a estratégia inclui componentes de silício de código aberto como Caliptra e OpenTitan, sendo que este último já suporta arranque seguro resistente a ameaças quânticas. Apesar da meta de 2029, a Google antecipa que os trabalhos continuem durante a década de 2030, acompanhando normas internacionais como a CNSA 2.0 e as orientações do NIST IR 8547, que preveem a eliminação progressiva de algoritmos vulneráveis à computação quântica entre 2030 e 2035. A Google Cloud recomenda aos clientes que comecem por inventariar ativos criptográficos, incluindo chaves e certificados, atualizar as ferramentas de desenvolvimento e operações para suportarem bibliotecas compatíveis com PQC e testar as aplicações existentes com as API e os balanceadores de carga preparados para criptografia pós-quântica. |