Ecossistema da IBM mostra como a IA está a mudar as organizações e as operações

A Arrow, em colaboração com a IBM e os seus Parceiros de Negócio, organizou o evento “AI for Business in Action” para mostrar aos clientes como é que a inteligência artificial está a ser utilizada nas operações

Ecossistema da IBM mostra como a IA está a mudar as organizações e as operações

AI for Business in Action” foi o mote do evento da Arrow que juntou mais de 300 participantes no Auditório Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, esta terça-feira (24 de março). O evento teve o apoio Diamond da A2IT, da IBM e da Timestamp.

Ricardo Martinho, Presidente da IBM Portugal, foi o primeiro a subir ao palco. “A Inteligência Artificial [IA] tem vindo a mudar a nossa vida e os nossos negócios”, disse o presidente da IBM, relembrando que “já temos muito que fazer” com o que a tecnologia nos oferece nos dias de hoje. “Temos de agir de imediato; o momento é agora, não é amanhã, e os líderes agem”, reforçou.

Assumindo que as organizações estão “no dia zero da revolução da IA agêntica”. Hoje, em 2026, “estamos num momento de viragem porque já todos utilizamos IA. Se juntarmos todas as outras tecnologias extraordinárias que fazem parte do presente, como a computação quântica, vamos conseguir levar esta área da inteligência artificial para um patamar exponencial”.

A IBM afirma que vai atingir “a vantagem quântica”, que é “o primeiro caso de uso real com computadores quânticos onde os computadores normais juntos não vão conseguir atingir”, explica Ricardo Martinho.

Raul Liz, Business Unit Manager da Arrow ECS Portugal, agradeceu a presença de todos os participantes e relembrou que “a inteligência artificial não é uma moda, veio para ficar, e veio para mudar a nossa vida”.

É comummente aceite que a utilização de IA a nível pessoal já se disseminou. Chegou o momento – e não é amanhã, é hoje – é que nós vamos conseguir tirar partido da inteligência artificial para as nossas organizações para que sejam mais produtivas, rentáveis e eficientes”, afirmou.

Raul Liz, Business Unit Manager da Arrow ECS Portugal  (Foto: Lourenço Photograph)

IBM Bob

Hans-Petter Dalen, Business Leader EMEA da IBM AI for Business, subiu ao palco para falar das ferramentas de IA para desenvolver sistemas de inteligência artificial. “O impacto da IA está a aumentar, mas a fricção dos workflow continua a atrasar os developers”, partilhou Dalen durante o início da sessão.

Os developers estão a utilizar assistentes de IA para criar código e esperam ser 24% mais produtivos quando utilizam assistentes de IA, mas, na verdade, os developers que usam estes assistentes demoram 19% mais a completar as suas tarefas em bases de código grandes do mundo real em comparação com aqueles que não utilizam inteligência artificial.

O desenvolvimento assistido por inteligência artificial avançou rapidamente, mas o software empresarial necessita de coordenação, governação e escala para as quais a maioria das ferramentas não foi desenhada para suportar.

Hans-Petter Dalen, Business Leader EMEA da IBM AI for Business  (Foto: Lourenço Photograph)

Neste sentido, a IBM quis criar uma ferramenta que permitisse desenvolver workflows complexos e de vários passos, não apenas código isolado. “Foi assim que nasceu o Project Bob. Estamos a utilizar o Project Bob internamente. É a nossa ferramenta standard para criar código”, indicou Hans-Petter Dalen. “Isto não é um assistente de código, mas um parceiro de código. O que o torna diferente é que se adapta à intenção do utilizador” que está a criar código. “Conseguimos prever a intenção”.

O IBM Bob, disponível a partir desta terça-feira, trabalha onde os developers já operam para que possa trabalhar sem alterações de contexto. Também mantém contexto ao nível do sistema partilhado independentemente do código, configurações e dependências e permite decisões informadas e consistentes. Permite o desenvolvimento end-to-end e, também, que os developers mantenham o controlo. “O Bob foi treinado com vários modelos e altera automaticamente para o modelo que mais se adequa à tarefa”, acrescentou Dalen. “O Bob não vai substituir, vai aumentar os developers. Estamos a contratar mais. Vai permitir criar mais e melhor código”.

Este é um produto completo que foi lançado para o mercado, não um produto que ainda está por acabar”, concluiu Dalen. A IBM é “o cliente zero” e tem alavancado a sua própria tecnologia para aumentar a produtividade, com um objetivo de conseguir dois mil milhões de dólares em poupanças de produtividade até 2024; até 2025, a empresa conseguiu 4,5 mil milhões de dólares de poupança através da utilização destas ferramentas.

Orquestração da inteligência artificial

Ricardo Míguez del Olmo, Agentic AI Leader da IBM EMEA, que introduziu o watsonx Orchestrate. “O advento dos agentes de IA está integrado com os assistentes de IA e investimentos de automação existentes”, explicou Míguez del Olmo. Até 2027, um terço das interações dos serviços de IA agêntica vai usar modelos de ação e agentes autónomos.

Há uma fragmentação no mercado e, na verdade, a adoção acelerada leva a essa fragmentação de agentic AI. Esta fragmentação resulta em complexidade e risco. “A IA agênticavai ficar aqui por muitos, muitos anos”, lembrou Ricardo Míguez del Olmo.

Ricardo Míguez del Olmo, Agentic AI Leader da IBM EMEA  (Foto: Lourenço Photograph)

A proposta de valor da IBM é que seja aberta, flexível, compliant e seguro. “O watsonx Orchestrate é a plataforma para construir, escalar, orquestrar e governar a IA empresarial”, indicou. O watsonx Orchestrate da IBM é um estúdio único para desenvolver, implementar e governar IA agêntica em escala.

Esta solução tem como objetivo que os clientes passem apenas da orquestração para ter um painel de controlo dos seus agentes de inteligência artificial. “Na IBM, estamos a oferecer esta solução on-premises, na cloud e também nos hyperscalers. Somos abertos, flexíveis e agnósticos”, refere, acrescentando que “aumentamos o open-source. É sobre ajudar as organizações a aumentar as suas soluções”.

A inteligência artificial em ação

O evento da Arrow contou, também, com um painel de clientes da IBM que partilharam os seus projetos e as suas experiências na jornada de utilização de inteligência artificial nas suas organizações.

Eliana Silva, Especialista de Engenharia no Ministério da Justiça, Investigadora em IA e Vice-Presidente do IEEE Portugal, referiu que “o governance é o tema mais importante quando falamos de IA na administração pública; é aí que temos o controlo. A governança é a nossa maneira de conseguir escalar a tecnologia de IA de uma maneira segura e eficiente para entidades públicas, até porque não temos tanta capacidade como outras organizações. Temos todos os dados – e muito sensíveis – dos cidadãos desde que eles nascem até que morrer e temos uma responsabilidade muito grande. Temos diferentes necessidades e temos de atingir um plano de governance comum”.

José Conceição Martins, Head of Data Operations do Banco Santander, afirmou que “a base da inteligência artificial são os dados. Temos de ter a garantia que os dados são confiáveis, disponibilizados no tempo correto, que conhecemos a origem dos dados, que os dados são corretos. A observabilidade é muito importante; permite-nos o end-to-end dos pipelines, corrigir ou detetar nos dados ainda antes de serem ingeridos nos data lakes, o que acelera o processo de análise. Permite-nos confiar nos dados que são disponibilizados, e isso é uma grande mais-valia”.

A mesa-redonda do AI for Business in Action juntou empresas que partilharam a sua experiência com a tecnologia  (Foto: Lourenço Photograph)

Eurico Amaral, Diretor de Dados e Sistemas de Informação da Una Seguros, indicou que, “nos últimos três, estamos a subir acima de 20% em quota de mercado e triplicámos a nossa rede de mediadores. Temos tido um crescimento muito acelerado com resultados técnicos muito positivos. Isto levanta desafios. A nossa rede de mediadores não é exclusiva e isso obriga a que eles tenham de escolher a opção A ou B. Temos de dar algo diferente. O que tem dado a diferenciação é componente tecnológica. A solução é mais simples, mais rápida e mais eficiente. Em 2025, implementámos o Watson Assistant para estar sempre perto dos clientes”.

Pedro Salgueiro, Head of Large Corporate & Public Sector da Vodafone, disse que “temos de servir empresas que vão desde os 150 colaboradores até aos mil. O hype da inteligência artificial já mudou bastante. A tecnologia da IBM tem aceleradores muito interessantes. A Jolera complementa a nossa abordagem ao cliente porque não é só a questão tecnológica. Temos de conseguir converter esta conversa tecnológica para valor de negócio junto dos clientes; é preciso perceber o está a acontecer neste mundo da inteligência artificial para ajudar os clientes. No final do dia, conseguimos implementar estes projetos com valor para as empresas”.

Sessões paralelas

Após o coffee break, o evento contou com várias sessões paralelas, nomeadamente da Jolera, da Noesis, da PDM, da Askblue, da Timestamp, da Redshift e da IBM Consulting.

O “AI for Business in Action” foi organizado pela Arrow, teve o apoio Diamond da A2IT, a IBM e a Timestamp, o apoio Gold da Jolera e da PDM e o apoio Silver da Askblue, da Noesis e da Redshift.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela Arrow

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