O tema Next-Gen Networking e Enterprise Connectivity centra-se na modernização das infraestruturas de TI que suportam a transformação digital, o trabalho híbrido e a explosão de dispositivos IoT.
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Hoje, o maior erro das organizações é ver a rede apenas como um custo. As empresas que a tratam como um ativo estratégico conseguem lançar produtos digitais de forma significativamente mais rápida que a concorrência. O objetivo passa por abandonar o modelo tradicional baseado em hardware simples e gestão manual, evoluindo para redes inteligentes, automatizadas e altamente seguras. As redes deixaram de ser ligações passivas para a troca de informação e tornam-se num ativo fundamental, capaz de adaptar às necessidades de conectividade das empresas, dos utilizadores e dos dispositivos. Tecnologias como Network as Code - onde a infraestrutura de rede é tratada como software, permitindo implementar redes completas em minutos, com configurações padronizadas e replicáveis em qualquer localização, Edge Networking & AI - que tira partido de modelos de IA nos equipamentos de Edge para processar dados junto dos utilizadores, reduzindo drasticamente a latência, Redes Sustentáveis - que recorrem a otimização inteligente de rotas e gestão energética de portas e equipamentos para reduzir a pegada de carbono dos Datacenters e Quantum-Safe Networking – com a aplicação de protocolos criptográficos que permitem uma segurança adicional através da computação quântica para proteger dados transmitidos, são algumas das tendências atuais das redes empresariais. Contudo, a implementação destas tendências enfrenta desafios relevantes. A automação não elimina a complexidade — e as redes cresceram em funcionalidades, aumentando também a sua dificuldade de gestão. Alguns desses desafios são a Escassez de Talentos, na medida em que existe um gap significativo entre o perfil tradicional do analista de redes (focado em CLI/hardware) e as exigências modernas que incluem competências de programação (Python, APIs e modelos Cloud), a Complexidade de ambientes Multi-Cloud e On-Prem onde a integração políticas de segurança consistentes entre diferentes plataformas é um enorme desafio operacional, a Interoperabilidade entre Fabricantes, em que muitos fornecedores mantêm ecossistemas fechados, dificultando a criação de redes realmente unificadas e finalmente a Segurança e Visibilidade, onde cada dispositivo, seja IoT ou outro, e cada utilizador remoto, representam um potencial ponto de entrada numa rede descentralizada, exigindo controlo contínuo. As oportunidades, porém, são vastas. A telemetria avançada da rede permite entender os comportamentos dos utilizadores/consumidores passando para modelos de gestão como serviço, transformando CAPEX em OPEX. Estas redes possibilitam ainda que robôs e AGVs (veículos autônomos) se movam livremente com ligações muito estáveis e seguras, garantindo Resiliência Cibernética adicional ao tirar partido da IA para isolar ataques automaticamente, criando uma vantagem competitiva e evitando paragens de produção onerosas com impacto no negócio. Estas funcionalidades permitem que a rede identifique falhas de forma automática e as corrija sem intervenção humana (Self-Healing) assim como a configuração de novos dispositivos ser automatizada ao serem ligados à rede (Provisionamento Zero- Touch), tornando a operação mais eficiente e segura. Para que estas funcionalidades possam ser uma realidade é necessário garantir a Visibilidade e Observabilidade com IA (AIOps) de modo a entender o que acontece em cada milissegundo e ter uma Análise Preditiva e uma Root Cause Analysis efetiva de diagnóstico instantâneo de problemas complexos nas ligações complexas que devem ser isoladas em cada segmento de modo a garantir que as ameaças não sejam espalhadas pela totalidade da rede (Microsegmentação). A transição para estas tecnologias é motivada principalmente pela necessidade de acesso ultrarrápido a aplicações SaaS e pela urgência de garantir segurança num contexto onde o perímetro da empresa é global. A transição para estas tecnologias é motivada principalmente pela necessidade de acesso ultrarrápido a aplicações SaaS e pela urgência de garantir segurança num contexto onde o perímetro da empresa é global. A IP Telecom destaca-se por combinar a competitividade no mercado das redes para Datacenters Empresariais e Edge Computing com a garantia de soberania dos dados, tirando partido do posicionamento estratégico de Portugal nas comunicações internacionais. Esta vantagem geográfica e infraestrutural potencia a interligação global, assegurando que estas tecnologias e funcionalidades avançadas de gestão de redes se tornam um verdadeiro fator diferenciador para as organizações.
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