A Info-Tech alerta para falhas na estratégia de aplicações. IA e complexidade estão a limitar a criação de valor nas organizações
|
Os CIO e responsáveis por aplicações enfrentam dificuldades crescentes na entrega de valor ao negócio, num contexto marcado pela adoção de Inteligência Artificial (IA), aumento das ciberameaças e maior complexidade operacional, segundo a Info-Tech Research Group. De acordo com a consultora, muitas organizações não dispõem de uma estratégia definida para a gestão das suas aplicações, o que limita a capacidade de alinhar as iniciativas tecnológicas com as prioridades do negócio. Entre os principais fatores de disrupção estão mudanças regulatórias, escassez de talento e a rápida adoção de tecnologias emergentes. A nível interno, desafios como dívida técnica, falta de recursos, dificuldades de integração e ausência de modelos de governação continuam a travar a evolução das equipas. A Info-Tech destaca que os modelos tradicionais, centrados em tarefas isoladas, já não são adequados. Em alternativa, recomenda a transição para equipas multifuncionais orientadas a produto, com responsabilidade partilhada pelos resultados e maior envolvimento com stakeholders. Andrew Kum-Seun, research director da Info-Tech Research Group, refere que as aplicações são frequentemente vistas como centros de custo, mas desempenham um papel central na operação das organizações ao suportarem processos críticos e fluxos de dados. A consultora sublinha também o papel crescente da IA nas práticas de desenvolvimento e gestão de aplicações. Numa primeira fase, recomenda a sua utilização para automatizar tarefas e aumentar a produtividade, evoluindo posteriormente para um papel mais ativo nos processos de entrega, sempre com mecanismos de governação e supervisão humana. Para responder aos desafios identificados, a Info-Tech propõe uma abordagem estruturada em três fases. A primeira consiste em alinhar o papel da área de aplicações com os objetivos estratégicos. A segunda centra-se na definição de uma proposta de valor clara, baseada nas prioridades do negócio. A terceira envolve a criação de uma visão, incluindo modelo de entrega, objetivos e roadmap. A consultora defende que esta abordagem permite às organizações ultrapassar modelos reativos e posicionar as equipas de aplicações como facilitadoras da inovação, modernização e desempenho empresarial, num cenário cada vez mais dependente de software e dados. |