Como podem as TI ajudar a combater pandemias

Como podem as TI ajudar a combater pandemias

O COVID-19 encontrou um mundo mais inteligente e inovador, mas, infelizmente, não o suficiente para impedir a sua erupção à escala global. E um dos motivos é a falta de preparação das infraestruturas tecnológicas, que impede uma investigação colaborativa mais rápida e eficaz

Embora muitas instituições médicas à volta do mundo estejam mais preparadas e em plena colaboração, a maioria ainda conta com infraestruturas de computação que não foram desenhadas para suportar projetos de computação repentinos, urgentes e de alto nível. 

Quer seja um estudo que inclua informações genéricas ou uma investigação específica a determinada patologia, inclui seguramente quantidades exponenciais de dados, o que requer repensar a infraestrutura tecnológica onde estes residem. Tomemos, por exemplo, os testes de imagiologia que são realizados rotineiramente usando ressonâncias magnéticas - sempre que uma inovação tecnológica aumenta o poder dos dispositivos, a resolução aumenta, a capacidade do software em detetar modelos aumenta e a procura por infraestruturas de computação aumenta. 

Agora, acrescentemos a isto todas as outras ferramentas de imagiologia que evoluíram nos últimos anos, as imagens e os relatórios que estão a melhorar a cada ano que passa e a recolher dados diários sobre todo e cada paciente, e temos perante nós um enorme volume de informações, sempre a crescer e sem tendência para abrandar.

Os centros médicos interessados em participar em investigações colaborativas devem ter em consideração que uma empresa envolvida em pesquisas médicas e estudos de terapias inovadoras e ferramentas de imagiologia quererá – e exigirá - ter acesso a grandes volumes de dados. Isto porque o acesso lento a essas informações pode ter um impacto muito negativo num sector onde quem é mais rápido na sua inovação chega primeiro à linha da meta e ganha.

Mudar o acesso à infraestrutura de informações

Há uma discrepância entre os processos utilizados pelas organizações médicas em todo o mundo e os requisitos necessário a uma infraestrutura cloud capaz de suportar a escala de inovação exigida.
Os institutos de investigação médica que entendem isto e começam a ajustar os seus processos para avançar mais rapidamente em qualquer investigação, através de processos de cálculo/análise de grande dimensão, onde a ênfase está na alta e imediata disponibilidade dos dados.

Por outro lado, um hospital - e especialmente um hospital público – tem que lidar com o financiamento destas infraestruturas. A primeira opção é o autofinanciamento, assumindo o próprio hospital os custos e riscos da infraestrutura, e isto não é fácil. Outra opção é escolher parceiros tecnológicos que assumam esse risco. Parceiros que entendam todos os requisitos e que sabem como produzir soluções flexíveis que sejam adequadas ao século XXI e não exijam que o hospital pague antecipadamente, mas antes permitam que os custos passem para as empresas que queiram ter acesso às informações. 

Estes modelos de "pagamento por utilização" que existem no mundo da cloud há anos devem formar a base económica das colaborações de que tenho vindo a falar, para permitir que a nova era da medicina, mais responsiva e inovadora, dê um passo em frente. Com os novos modelos de Capacity On Demand (COD), a infraestrutura pode crescer numa questão de segundos, permitindo iniciar o serviço e depois pagar à medida que escale. Dessa forma, a agilidade da organização não é limitada pela infraestrutura de dados.

Imagine um hospital com esta infraestrutura cloud a contribuir para a investigação do COVID-19 e a sua capacidade de acelerar os processos de pesquisa, passando a usar esta infraestrutura 365 dias por ano para ajudar a criar a próxima geração de medicamentos e vacinas, capazes não só de mitigar esta pandemia como travar as que possam, ainda, estar a desenhar-se no horizonte futuro.

 

por Eran Brown, CTO da Infinidat na EMEA

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