As exigências de privacidade e soberania dos dados estão a expor limitações nas arquiteturas de IA, revela um estudo da NTT Data
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A Privacidade, a soberania e a localização dos dados estão a tornar-se fatores críticos nas estratégias de Inteligência Artificial (IA), pressionando infraestruturas tecnológicas que foram concebidas para ambientes mais abertos e globalizados, de acordo com a NTT Data. O Global AI Report 2026: A Playbook for Private and Sovereign AI, baseado em dois inquéritos realizados junto de cerca de cinco mil decisores seniores de mais de uma dezena de setores de atividade, distribuídos por mais de 30 mercados e cinco regiões, revela que a IA empresarial está a evoluir mais rapidamente do que a arquitetura e a infraestrutura que a suportam. À medida que aumentam as exigências regulatórias e de proteção de dados, os conceitos de Private AI e Sovereign AI estão a assumir um papel central nas estratégias das organizações. A investigação identifica uma divisão crescente entre as empresas que estão a redesenhar as suas arquiteturas para dar prioridade ao controlo, à segurança e à localização dos dados, e aquelas que continuam a integrar IA em ambientes que não foram concebidos para responder a estas exigências. Mais de 95% dos inquiridos reconhecem a importância da Private AI e da Sovereign AI, mas apenas 29% afirmam estar a priorizar iniciativas de soberania da IA no curto prazo. Além disso, quase 60% dos líderes de IA consideram que as restrições à circulação de dados entre jurisdições representam um desafio significativo para a adoção destas tecnologias. O relatório conclui que a jurisdição dos dados está a tornar-se uma das principais restrições arquiteturais para a IA. Embora os dados continuem a poder circular entre sistemas e geografias, nem sempre o podem fazer com a rapidez e a flexibilidade exigidas pelos modelos de IA, sobretudo em setores sujeitos a requisitos rigorosos de conformidade. A NTT Data identifica ainda desafios relacionados com a complexidade tecnológica, com cerca de 35% dos Chief AI Officers (CAIO) a apontarem a construção, integração e gestão de modelos de IA em ambientes privados ou soberanos como a principal barreira à adoção. Apenas 38% das organizações afirmam possuir um elevado nível de segurança na cloud, considerada uma base essencial para estratégias de Private AI e Sovereign AI. Segundo Abhijit Dubey, CEO e CAIO da NTT Data, as organizações mais avançadas estão a encarar arquitetura, infraestrutura e governação como componentes estratégicas da transformação baseada em IA. Para o responsável, as empresas que conseguem alinhar estes elementos estão melhor posicionadas para escalar projetos e operar em diferentes mercados e contextos regulatórios. O relatório identifica cinco tendências que estão a moldar a próxima fase da IA empresarial. Entre elas destacam-se a crescente importância da jurisdição dos dados, a necessidade de redesenhar arquiteturas desde as fases iniciais dos projetos e a dependência de ecossistemas tecnológicos cada vez mais complexos para garantir privacidade, soberania e conformidade. A NTT Data defende que as organizações que adaptarem desde cedo as suas infraestruturas e modelos operacionais estarão melhor preparadas para transformar o potencial da IA em valor de negócio sustentável. Em contrapartida, as empresas que mantiverem arquiteturas concebidas para modelos tradicionais de circulação de dados poderão enfrentar maiores dificuldades na escalabilidade das suas iniciativas de IA. |