As organizações enfrentam dificuldades em gerar valor financeiro com IA, com a Info-Tech Research Group a apontar falhas na priorização e execução das iniciativas
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A adoção de Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de otimização de custos está a crescer, mas muitas organizações continuam sem conseguir traduzir esses investimentos em resultados financeiros concretos, de acordo com a Info-Tech Research Group. Segundo a consultora, fatores como ROI pouco claro, iniciativas dispersas e projetos-piloto que não evoluem estão a limitar o impacto da IA nas estratégias de redução de custos. A análise, que assenta num framework analítico desenvolvido pela consultora, com base em investigação e experiência de mercado, indica que, num contexto de pressão económica e menor eficácia das medidas tradicionais de corte de custos, as empresas procuram novas abordagens, mas enfrentam dificuldades em priorizar iniciativas com impacto mensurável. Harshita Bordiya, research analyst da Info-Tech Research Group, refere que a discussão está a evoluir de uma lógica exploratória para uma abordagem centrada no impacto financeiro, exigindo maior disciplina na seleção de casos de uso. O estudo aponta que muitas organizações continuam a desenvolver múltiplas iniciativas sem ligação direta a objetivos de poupança, dificultando a demonstração de valor e a continuidade do investimento. Para responder a estes desafios, a Info-Tech propõe um modelo estruturado no blueprint Cut Costs by Leveraging AI Solutions, que funciona como um framework de decisão para CIO e responsáveis financeiros. A abordagem assenta na identificação de oportunidades de redução de custos com base em IA e na priorização de iniciativas segundo critérios como ROI, viabilidade e tempo até gerar valor. O modelo inclui duas fases principais, sendo a identificação de oportunidades com maior impacto financeiro e a avaliação e seleção dessas iniciativas com base no esforço e no retorno esperado A consultora defende que a adoção eficaz de IA exige também mudanças organizacionais, incluindo maior transparência, redefinição de funções e formação direcionada para suportar novos processos baseados em IA. O relatório conclui que a capacidade de transformar iniciativas de IA em resultados financeiros dependerá de uma abordagem estruturada e orientada ao ROI, o que permite às organizações ultrapassar a fase de experimentação e alcançar benefícios sustentáveis. |