As tendências e o futuro da programação

Com o mundo da programação a sofrer uma mudança de paradigma, há várias tendências e desafios a ganhar terreno

As tendências e o futuro da programação

O universo da programação está a sofrer uma mudança de paradigma, impulsionado por tendências de mercado que prometem remodelar o setor empresarial nos próximos cinco anos. Na linha da frente desta transformação está a adoção acelerada de plataformas no-code, que vai redefinir a forma como as médias e grandes empresas abordam o desenvolvimento de software, a Inteligência Artificial e machine learning, e outros fatores que asseguram três pontos vitais para as empresas: agilidade, eficiência e inovação, segundo indica a Masterlink.

A forte presença das plataformas no-code nas tendências da programação é inquestionável, pelas importantes vantagens competitivas que oferece: aumenta a capacidade de resposta às exigências do mercado, reduz os estrangulamentos de desenvolvimento e permite pipelines de entrega contínua mais simplificados”, refere Nuno Rosa, Diretor de Marketing e Operações na Masterlink, em comunicado.“Temos um crescente número de empresas a recorrer à Plataforma Masterlink para otimizar, simplificar e agilizar as mais distintas áreas de negócios e, muito importante, para criarem soluções à medida e escaláveis que permitem assegurar a melhor gestão de todos os processos. E o facto de empresas privadas e públicas, com negócios totalmente distintos, nos procurarem para estas soluções, mostra que a tecnologia no-code tem o potencial de transformar por completo o universo de desenvolvimento”.

1. Ascensão das plataformas no-code

As plataformas no-code emergem como o elemento central do futuro da programação, ao oferecerem uma abordagem revolucionária ao desenvolvimento de software. Por permitirem que profissionais sem competências de programação criem soluções à medida, completas e eficientes, as plataformas no-code reduzem os prazos de desenvolvimento, promovem a agilidade, a inovação e a eficiência operacional nas organizações, e reduzem custos. Para além disto, esta democratização do processo de desenvolvimento reduz a dependência das equipas tradicionais de IT, e resolve um dos maiores desafios dos últimos anos – a atração e retenção de talento especializado.

2. Inteligência artificial

A Inteligência Artificial (IA) é uma tendência comum a todas as áreas atualmente, e neste domínio empresarial, está diretamente ligada ao futuro da programação. As ferramentas orientadas para a IA estão a simplificar os processos de desenvolvimento, a trazer mais inteligência aos negócios, a automatizar tarefas repetitivas e melhorando a eficiência geral. Desde sugestões de preenchimento de código, a testes automatizados, a IA está a remodelar a forma como as empresas abordam o desenvolvimento de software. No setor empresarial, a simbiose entre a IA e as plataformas no-code facilita a criação rápida de aplicações personalizadas, permitindo que as empresas aproveitem o poder da analítica de dados, da modelação preditiva e de outras capacidades avançadas. A integração da IA aumenta a adaptabilidade destas plataformas, permitindo-lhes evoluir a par das necessidades empresariais, tornando-se assim fundamentais para impulsionar a eficiência, a tomada de decisões estratégicas e a competitividade global no panorama empresarial.

3. Cloud híbrida e microsserviços

O futuro mostra um aumento da programação adaptada a ambientes hybrid cloud, que permite a integração perfeita entre soluções locais e cloud. Esta flexibilidade aumenta a escalabilidade, a segurança e a otimização de recursos. As plataformas no-code e low-code, pela sua versatilidade, irão potenciar o desenvolvimento multiplataforma, permitindo que as empresas atinjam audiências mais vastas sem esforço. O futuro da programação para as empresas está também a assistir a uma mudança de paradigma para a arquitetura de microsserviços. A divisão das aplicações em componentes mais pequenos e independentes permite uma maior flexibilidade, escalabilidade e facilidade de manutenção. Esta abordagem arquitetónica alinha-se com a procura de soluções modulares e adaptáveis no ambiente empresarial.

4. DevOps

A sinergia entre desenvolvimento e operações, encapsulada nas práticas de DevOps, está a ganhar destaque. As empresas estão a integrar metodologias DevOps nos seus fluxos de trabalho de programação para melhorar a colaboração, encurtar os ciclos de desenvolvimento e garantir um pipeline de entrega contínuo e fiável. Este contexto aumenta a exigência por dois pontos chave:  ambientes colaborativos e de desenvolvimento e implementação de aplicações mais ágeis. 

Neste campo, as tecnologias no-code e low code ganham relevância por quebrarem silos dentro das organizações. Os utilizadores, profissionais de TI e demais stakeholders podem colaborar eficazmente no processo de desenvolvimento, com comunicação melhorada, estrangulamentos reduzidos e melhores resultados. Por outro lado, permitem que as organizações respondam rapidamente às mudanças do mercado, simplificando o ciclo de vida do desenvolvimento de aplicações. A prototipagem rápida, o desenvolvimento iterativo e a implantação imediata tornam-se possíveis sem comprometer a qualidade.

5. Segurança e conformidade

O futuro da programação exige uma abordagem proactiva, com a integração de medidas de segurança em todas as fases do ciclo de desenvolvimento, assegurando que as aplicações estão protegidas contra vulnerabilidades, desde o início do processo de desenvolvimento. Por outro lado, a integração de considerações de conformidade nos fluxos de trabalho de programação não só protege contra sanções regulamentares, como também cultiva uma cultura de práticas responsáveis e éticas. No futuro, a capacidade de integrar perfeitamente a segurança e a conformidade na programação será apenas uma necessidade legal, mas também uma vantagem competitiva, garantindo a integridade dos sistemas e o sucesso sustentado das empresas num cenário digital cada vez mais regulamentado.

6. Agilidade e competitividade potencias pela personalização

As aplicações personalizadas, concebidas com precisão para requisitos empresariais individuais, estão a tornar-se a norma. Esta personalização garante um match perfeito entre as soluções de software e os objetivos e desafios únicos de cada empresa. As tecnologias no-code e low-code permitem esta criação de soluções à medida de forma mais simples, rápida e sem a dependência de equipas externas ou altamente qualificadas.

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