Microsoft partilha novo playbook para a transformação organizacional com IA

O objetivo do Microsoft Frontier Playbook passa por mostrar como as empresas podem ir além da automatização e usar a IA para criar novas capacidades, redesenhar processos e melhorar a tomada de decisão

Microsoft partilha novo playbook para a transformação organizacional com IA
IBEX.Media / AdobeStock

A Microsoft publicou um novo guia dedicado à transformação organizacional com Inteligência Artificial (IA), reunindo aprendizagens retiradas de centenas de iniciativas desenvolvidas internamente pela empresa.

O Microsoft Frontier Playbook, apresentado por Kathleen Hogan, Chief Strategy & Transformation Officer da Microsoft, sistematiza experiências, desafios e resultados de projetos de adoção de IA implementados na própria organização, onde a empresa assume o papel de Customer Zero das suas tecnologias.

Uma das principais conclusões do documento é que a adoção de IA não deve ser medida apenas pela automatização de tarefas ou pela poupança de tempo. A Microsoft defende uma abordagem mais ampla, a que chama Capability Add: a combinação entre a experiência, o conhecimento e a capacidade de decisão das pessoas e as capacidades da IA, com o objetivo de alcançar resultados que anteriormente seriam difíceis, impraticáveis ou impossíveis.

Entre os casos apresentados no playbook está o de uma equipa comercial cujos gestores de conta passaram a utilizar IA para analisar pipelines de vendas, preparar negociações e aprofundar o conhecimento sobre os clientes. Segundo a Microsoft, esta abordagem contribuiu para um aumento de 9,4% na receita por gestor de conta e para taxas de concretização de negócio 20% superiores.

O documento destaca também o programa Camp AIR, através do qual mais de três mil engenheiros desenvolveram competências relacionadas com IA. A iniciativa procurou igualmente promover a colaboração entre equipas multidisciplinares, com o objetivo de repensar processos de trabalho e identificar novas formas de utilização da tecnologia.

Outro exemplo surge na cadeia de abastecimento da infraestrutura cloud da Microsoft, onde mais de 100 agentes de IA apoiam atualmente as equipas de planeamento na modelação de cenários, na identificação antecipada de riscos e no apoio à tomada de decisão. Neste caso, a utilização da IA vai além da automatização de tarefas existentes, procurando aumentar a capacidade de análise e resposta das equipas.

Com o novo playbook, a Microsoft pretende transformar a experiência acumulada nos seus próprios projetos de IA num conjunto de orientações práticas para outras organizações.

O documento organiza essa abordagem em três modelos principais: acelerar o desempenho de uma função específica, redesenhar processos de ponta a ponta e criar novas soluções assentes em IA desde a origem.

Ao reunir resultados mensuráveis, desafios encontrados durante a implementação e aprendizagens retiradas de diferentes projetos, o Microsoft Frontier Playbook procura funcionar como um ponto de partida para líderes e organizações que estejam a definir ou a acelerar estratégias de transformação com IA.

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