5G pode representar crescimento de 10% do PIB português até 2030

O mais recente Ericsson Mobility Report indica que, só no segundo trimestre, registaram-se 70 milhões de novas assinaturas 5G

5G pode representar crescimento de 10% do PIB português até 2030

No âmbito do Imagine Live, evento da Ericsson que visa juntar parceiros e colaboradores em torno do universo tecnológico e estratégico da marca, Andrés Vicente, CEO da Ericsson Iberia, visitou Portugal tendo em vista reforçar o posicionamento e visão da Ericsson face ao conceito “conectividade ilimitada” até 2030, bem como o seu compromisso com o mercado nacional, onde se encontra desde 1953. 

O evento é uma possibilidade de dar a conhecer as mais recentes demonstrações tecnológicas da Ericsson, e de abordar três grandes temas, conta a empresa: “a liderança da Ericsson a nível tecnológico e comercial no 5G”; apresentação do mais recente Ericsson Mobility Report; e, desafios e oportunidade do 5G para Portugal e a Europa.

Andrés Vicente focou a sua mensagem em três grandes tópicos: a Implementação e Adoção do 5G; o papel do 5G para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR); e a Cibersegurança. Quanto ao primeiro mote, o responsável da Ericsson Iberia notou a necessidade de a Europa recuperar o atraso que se verifica face à América do Norte e Sudeste Asiático quanto à implantação da Banda Média de 5G. 

Nesse sentido, e concentrando-se no caso português, o PRR é uma grande oportunidade para a recuperação da economia portuguesa, fruto de três grandes pilares: Resiliência, Transição Climática e Transição Digital. “Estamos muito felizes em verificar que a Transição Digital, tanto da Administração Pública, quanto das empresas, está a ser considerada na estrutura de investimento. Acreditamos que a digitalização pode desempenhar um papel decisivo no crescimento económico do país e o 5G é uma oportunidade única para Portugal mitigar as divisões estruturais e liderar a transição digital e verde na Europa, em parceria com a indústria, para assim maximizar os seus objetivos e garantir a execução dos fundos”, explica Andrés Vicente.

Porém, o CEO da Ericsson Iberia lembra que, “embora a implantação do 5G possa estar indiretamente associada aos investimentos em digitalização, no entanto, e salvo algumas exceções (como a atual licitação para a rede nacional de bancos de teste), vemos que, no geral, o 5G não é considerado diretamente como investimento alvo, em especial para o cabal cumprimento das recomendações da UE quanto a uma ampla cobertura 5G. Isto, porque atualmente cabe ao setor privado a responsabilidade de providenciar os investimentos em cobertura 5G em todo o país”.

Conclui o tema dizendo que, “na nossa opinião, acreditamos que tal não será suficiente para aproveitar todo o potencial do 5G e pode abrir uma desvantagem competitiva com outros países, onde vemos maiores investimentos públicos diretos em infraestruturas 5G. Desde logo, porque é crucial alocar um investimento adicional para a introdução do 5G em diferentes setores, como Indústria 4.0 ou portos, etc. Mas também para garantir uma boa cobertura 5G (banda baixa e banda média) em todo o país, de forma a aumentar a coesão de território, para além de potenciar a digitalização em infraestruturas-chave, como as autoestradas e ferrovias. Nesse sentido, a Ericsson é um parceiro que se compromete a dar o máximo apoio com vista à consecução em plenitude do Plano de Recuperação e Resiliência”.

Por fim, quanto ao tema da cibersegurança, Andrés Vicente lembra que o 5G é a espinha dorsal no sentido de adotar novos serviços essenciais ao funcionamento de uma sociedade e economia digitalizadas. Perante novas ameaças, há que aplicar paradigmas de cibersegurança que incluam fatores técnicos, estratégicos e confiança. E, nesse sentido, a Ericsson assume-se como um parceiro da máxima confiança.

O CEO da Ericsson Iberia assegura que do ponto de vista comercial a Ericsson é líder em quatro continentes e em todas as bandas de frequência: “atualmente, temos 130 redes comerciais live em 56 países. Lideramos de longe o mercado 5G RAN, ao estarmos presentes em 104 redes live. E estamos igualmente na vanguarda do mercado 5G Core, neste caso, com 87 redes live”.

Ainda nas palavras do responsável máximo da marca para a Península Ibérica, a Ericsson “acumulou uma vasta experiência, que permite estar na liderança no setor. Tudo isto, com o intuito de oferecer o máximo apoio a novos e atuais clientes para a transformação das suas redes. A Ericsson tem os recursos e a capacidade de supply chain para atender a um rápido aumento da procura que se possa verificar no mercado, fruto de um portfólio de 5G forte e flexível, o qual apresenta as melhores garantias aos nossos clientes”.

Por fim, Luís Muchacho, Networks Presales Lead da Ericsson Portugal, pormenoriza as mais recentes atualizações do Ericsson Mobility Report. A grande conclusão prende-se mesmo com a crescente ascensão do 5G, ao registar uma evolução acima dos 10% num único trimestre: “verificámos, entre abril e junho, que o total de assinaturas 5G cresceu cerca de 70 milhões, e com isso atingiu as cerca de 690 milhões. Os indicadores apontam para que 218 prestadores tenham até à data lançado serviços 5G comerciais, enquanto e 24 lançaram redes 5G autónomas”. 

De destacar, ainda, que para que, “e de forma mais genérica, o número total de assinaturas de telemóveis tenha atingido os cerca de 8,3 mil milhões, fruto das novas 52 milhões de assinaturas registadas durante o trimestre”. Os principais responsáveis por esta evolução foram a China (com mais dez milhões), seguida pela Índia (mais sete milhões) e Indonésia (mais quatro milhões). Com este resultado, a penetração global de assinaturas móveis é agora de 106%.

Também as assinaturas de banda larga móvel cresceram – à volta de 100 milhões –, o que permitiu atingir as 7,2 mil milhões, no que resulta num aumento de 6% face ao período homólogo do ano transato. De acordo com Luís Muchacho, “desta forma, a banda larga móvel representa agora cerca de 86 por cento de todas as assinaturas móveis. Já o número de assinantes móveis exclusivos é de 6,1 mil milhões. A diferença entre o número de assinaturas e o número de assinantes explica-se, seja pela inatividade de assinaturas, seja pela propriedade de vários dispositivos ou mesmo a otimização de assinaturas para diferentes tipos de chamadas”.

No âmbito do evento, foi ainda preparada uma Demo Area para todos os visitantes do Imagine Live, com uma comunicação holográfica da Ericsson, que oferece experiências 3D imersivas, em tempo real, que podem ser construídas com dispositivos móveis através do 5G. Esta demonstração vem ao encontro de um projeto ainda em fase de incubação, que consiste em mostrar como a comunicação holográfica pode ser executada aos dias de hoje através de uma rede 5G. 

Foi, ainda, feita uma demonstração focada no metaverso. Pretende-se trazer o universo virtual emergente desta disrupção, que se encontra na mente de todos, e que está cada vez mais próximo de se tornar uma realidade com o 5G. Se a web e a comunicação estão a passar do 2D para 3D, é bem possível que o Metaverso apresente a próxima era da comunicação.

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