Metaverso é a tecnologia menos impactante para 63% dos CEO

A inteligência artificial mantém o primeiro lugar entre as tecnologias mais impactantes para os executivos de topo e, pela primeira vez, a sustentabilidade ambiental está no top dez das prioridades

Metaverso é a tecnologia menos impactante para 63% dos CEO

O estudo recente da Gartner “2022 CEO Survey – The Year Perspetives Changed” revelou mudanças significativas nas linhas de pensamento dos CEO e executivos sénior em relação às pessoas, propósitos, preços e produtividade em 2022, especificamente em temas como a sustentabilidade, questões relacionadas com a força de trabalho e a inflação

"2022 é o ano em que as perspetivas dos CEO mudaram verdadeiramente", afirma Mark Raskino, research vice-presidente da Gartner. Acrescenta: “a pandemia trouxe para cima da mesa uma série de tendências sociais profundas, como o desejo de mudar a nossa forma de trabalhar e a fragilidade das cadeias de valor globais de longa distância. Mais recentemente, a invasão russa da Ucrânia está a amplificar os fatores macroeconómicos com que os CEO têm de lidar, como a inflação. “Simultaneamente, contudo, a ambição dos CEO em negócios digitais continua a aumentar, inabalável pela pandemia e crises relacionadas".

Segundo os dados do estudo, a Inteligência Artificial (IA) é reportada pelos CEO como a tecnologia emergente mais impactante pelo terceiro ano consecutivo. Contrariamente, o metaverso não é relevante para a maioria dos CEO, com 63% a considerar que a realidade não é aplicável ou muito improvável de ser uma tecnologia chave para o seu negócio.

"A restante lista de tecnologias impactantes lembra-nos que o 'novo' está nos olhos de quem vê. Nem a digitalização nem o e-commerce, em segundo e quarto lugar, respetivamente, são muito novos numa base relativa. No entanto, estas são tecnologias que muitos líderes empresariais ainda veem como novas e disruptivas nas suas situações", acrescenta o investigador.

Adicionalmente, os CEO colocaram pela primeira vez na história do inquérito a sustentabilidade ambiental nas duas dez principais prioridades estratégicas de negócio, chegando ao oitavo lugar – um salto significativo do 14.º lugar em 2019 e 20.º em 2015.

"À medida que os líderes empresariais sentem a pressão das principais partes interessadas para fazerem mais sobre a sustentabilidade ambiental, estão a tratar as mudanças necessárias como oportunidades para impulsionar a eficiência do negócio e o crescimento das receitas", menciona o investigador.

74% dos CEO concordaram que o aumento dos esforços ambientais, sociais e de governação (ESG, na sigla em inglês) atrai investidores para as suas empresas. 80% dos CEO pretendem investir em produtos novos ou melhorados durante este ano e no próximo, a sustentabilidade ambiental foi apontada como o terceiro maior impulsionador, apenas atrás do desempenho funcional e da qualidade geral. A sustentabilidade também aparece como um diferenciador competitivo para os CEO em 2022 e 2023, ao mesmo nível do que a confiança da marca entre os inquiridos.

62% dos executivos consideram a inflação geral dos preços uma questão persistente ou a longo prazo. A sua principal resposta à inflação é aumentar os preços (51% dos inquiridos), em vez de responder com produtividade e eficiência (22% dos inquiridos). De facto, a produtividade e a eficiência não estão sequer nas dez principais prioridades empresariais para os CEO este ano.
"Claramente, há alguma complacência em torno do impacto da inflação", disse Mark Raskino.

"Quando fazemos questões sobre as duas principais fontes de diferenciação competitiva, apenas 3% dos CEO mencionaram o preço. A Gartner espera que isso mude muito rapidamente, à medida que a inflação aumente”.

 

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