O Departamento do Comércio dos EUA levantou as restrições à exportação dos modelos Claude Fable 5 e Mythos 5. A Anthropic vai restaurar o acesso ao Fable 5 e prepara um sistema de verificação de identidade
|
A Anthropic anunciou que o Departamento do Comércio dos Estados Unidos levantou as restrições à exportação dos modelos de Inteligência Artificial Claude Fable 5 e Mythos 5, permitindo à empresa retomar a disponibilização destas tecnologias. Num comunicado publicado na rede social X, a empresa confirmou que o acesso ao modelo Fable 5 começará a ser restabelecido de forma faseada. Já o Mythos 5 continuará reservado a um conjunto restrito de organizações. “Recebemos a confirmação de que o Departamento do Comércio levantou os controlos de exportação sobre o Claude Fable 5 e o Mythos 5. Vamos começar a restaurar o acesso amanhã e partilharemos novas informações em breve”, refere a Anthropic. Para já, não foi confirmado se o Fable 5 ficará imediatamente disponível para utilizadores fora dos Estados Unidos ou se a distribuição será feita de forma faseada por regiões. Paralelamente, surgiram referências no portal de suporte da Anthropic que apontam para a introdução de mecanismos de verificação de identidade para determinados serviços disponibilizados através da plataforma Claude. Segundo a empresa, a verificação será implementada inicialmente em “alguns casos de utilização”. Os utilizadores poderão ser convidados a validar a sua identidade quando acederem a determinadas funcionalidades, durante verificações de integridade da plataforma ou para cumprir requisitos de segurança e conformidade. “Ser responsável com tecnologia poderosa começa por saber quem a está a utilizar”, explica a Anthropic. A empresa afirma que o processo pretende prevenir abusos, reforçar o cumprimento das políticas de utilização e responder a obrigações legais. Para realizar a verificação, a Anthropic selecionou a Persona como parceira tecnológica. Os utilizadores poderão ter de apresentar um documento oficial de identificação com fotografia, como passaporte, carta de condução ou cartão de cidadão, bem como realizar uma selfie em tempo real através da câmara do computador ou do smartphone. Segundo a Anthropic, os dados de identificação e as imagens recolhidas serão armazenados pela Persona e não diretamente nos sistemas da empresa. A Anthropic terá apenas acesso aos registos de verificação quando necessário, por exemplo em processos de recurso. A empresa garante ainda que as informações recolhidas não serão utilizadas para treinar modelos de Inteligência Artificial. O levantamento das restrições de exportação surge poucas semanas depois de a empresa ter limitado o acesso aos seus modelos mais avançados por imposição das autoridades norte-americanas, num contexto de crescente preocupação com a utilização de modelos de IA de elevado desempenho em áreas sensíveis de cibersegurança e segurança nacional. |