O Governo mandatou a ARTE para manifestar o interesse de Portugal na aquisição de capacidade computacional da futura gigafábrica europeia de IA, num investimento que poderá atingir 200 milhões de euros
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O Governo aprovou um conjunto de medidas para reforçar a candidatura portuguesa à instalação de uma gigafábrica europeia de Inteligência Artificial (IA), mandatando a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado para manifestar o interesse de Portugal na aquisição de capacidade computacional da futura infraestrutura. A decisão, aprovada em Conselho de Ministros, autoriza também a ARTE a assumir o compromisso financeiro associado a essa manifestação de interesse, um elemento considerado essencial para demonstrar à União Europeia a existência de procura pública pelos recursos computacionais que a infraestrutura disponibilizará. O investimento nacional poderá atingir um montante máximo de 200 milhões de euros durante a primeira fase do projeto, valor que será igualado pela EuroHPC. Caso a candidatura portuguesa seja selecionada, este modelo vai permitir mobilizar até 400 milhões de euros para a capacidade computacional da gigafábrica na sua fase inicial. Segundo o Governo, a concretização deste investimento depende integralmente da escolha de Portugal para acolher uma das futuras gigafábricas europeias de IA. Se a candidatura for aprovada, a infraestrutura deverá apoiar a modernização da Administração Pública, impulsionar a investigação científica, acelerar o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial e reforçar a competitividade das empresas nacionais. Para o Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, “a soberania digital deixou de ser uma ambição tecnológica para passar a ser uma prioridade estratégica dos Estados”. O governante acrescenta que “Portugal quer estar entre os países que desenvolvem, operam e beneficiam das infraestruturas críticas da inteligência artificial europeia” e considera que a decisão agora aprovada “representa exatamente essa visão”. O ministro Gonçalo Matias defende ainda que este projeto representa “um investimento em soberania digital, capacidade tecnológica e competitividade para as próximas décadas”. A aprovação desta resolução não garante a instalação da infraestrutura em Portugal, mas reforça a candidatura nacional ao demonstrar o compromisso do Estado com a utilização da futura capacidade computacional. A decisão final caberá à União Europeia, no âmbito do processo de seleção das gigafábricas de IA. |