Os setores mais mediáticos na área de inovação em Portugal

Estudo da Beta-i identifica os setores predominantes da economia na comunicação de inovação aos media

Os setores mais mediáticos na área de inovação em Portugal

Quais os setores mais mediáticos da economia portuguesa no que diz respeito à inovação? E quais deles estão mais associados à comunicação da inovação em empresas, e quais às startups? Estes são dois dos tópicos gerais explorados pelo estudo “Inovação nos Media Portugueses 2021 - Um retrato dos setores económicos mais mediáticos para empresas e startups”, promovido pela consultora Beta-i e desenvolvido pela empresa de media intelligence CARMA, que analisou as narrativas de inovação associadas a estes dois tipos de organizações com o objetivo de aferir as diferenças e em que setores cada um destes agentes tem maior presença.

O relatório consistiu numa análise quantitativa dos artigos publicados ao longo de todo o ano passado em mais de 30 dos principais meios portugueses online (e impressos, com versão online) que escrevem sobre inovação. A análise cruzou todas as principais indústrias/setores de atividade económica com a palavra “inovação”, e os conceitos a ela relacionados, para a seguir categorizá-las manualmente de modo a definir quais eram as que se referiam a empresas e/ou a startups.

Os setores económicos que mais comunicam temas relacionados com inovação são os Serviços Tecnológicos (IT e Software), Saúde, Banca & Finanças e Energia. Na vertente de empresas, os Serviços Tecnológicos representam 17%, Saúde 13% e Energia 12%. Já na vertente de startups, o primeiro corresponde a 26% e a Banca representa 15%. De forma geral, são as startups que têm maior mediatismo de inovação - ou comunicam de forma mais frequente e consistente - em quase todas as indústrias, com a exceção dos setores Automóvel, Agroalimentar e Comunicação & Media. 

Ao olhar para os resultados por cada tipo de organização e comparar diretamente o volume de cada setor, o estudo conclui que o mercado da Banca & Finanças, por exemplo, demonstra uma prevalência massiva de artigos nos quais o conceito de inovação está relacionado com startups (93%). Este número reflete a profunda transformação do setor potenciada pelas fintechs, que, devido aos seus esforços de crescimento no mercado, procuram comunicar de forma veemente as suas novas funcionalidades e soluções. Por outro lado, é no sector Automóvel que existe uma maior quantidade de artigos nos quais o conceito de inovação está relacionado com empresas estabelecidas (67%). Além de as empresas do setor serem das que mais investem em Inovação & Desenvolvimento (I&D), este é um segmento específico onde startups são, sobretudo, parceiras de relevo para projetos colaborativos de inovação.

De acordo com Diogo Teixeira, CEO da Beta-i, “a presença cada vez maior de temas ligados à inovação nos media portugueses reflete uma intenção e uma necessidade por comunicar novas narrativas e posicionamentos, mas são sobretudo reflexo da movimentação macroeconômica e da visão de futuro que Portugal tem procurado construir para si mesmo. Tanto empresas estabelecidas quanto startups e SME, nacionais e estrangeiras atuantes no país, tem trabalhado intensamente no espaço da inovação para entregar melhores soluções para os negócios, para a sociedade e para um uso mais racional de recursos - uma preocupação que deve estar sempre presente neste ecossistema. Estamos a falar de histórias de inovação em segmentos da economia cujos esforços, comunicados nos media, afetam diferentes áreas de atividade do PIB do país”. 

Segundo Luís Garcia, Managing Director da Carma, “num período que abalou a confiança, intensificou-se a pressão sobre as empresas de vários setores para inovar e criar valor de formas diferentes, para fornecer orientação e segurança aos acionistas, colaboradores e clientes. Este relatório identifica como se destacaram as atividades relacionadas com inovação em ambiente corporativo e ambiente startup nos media nacionais durante um ano de extremos desafios e adversidades, ao mesmo tempo que ilustra como a Análise da Comunicação de Media, em profundidade e com método, fornece uma vantagem estratégica para organizações que operam num ambiente de inovação”.

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