IDC prevê impacto de 22,5 biliões de dólares com IA

A IDC estima forte impacto económico da inteligência artificial até 2031. Adoção empresarial e agentes de IA vão transformar modelos de negócio

IDC prevê impacto de 22,5 biliões de dólares com IA

A IDC prevê que a Inteligência Artificial (IA) venha a gerar um impacto económico global acumulado de 22,5 biliões de dólares até 2031, impulsionado por ganhos de produtividade, novos modelos de receita e transformação empresarial.

Segundo a consultora, o mercado de IA está a entrar num ciclo de crescimento sustentado, marcado por duas fases principais: a expansão da infraestrutura tecnológica e a adoção em escala pelas empresas. No entanto, a maioria das organizações ainda se encontra numa fase inicial de implementação.

A IDC sublinha que o ritmo de criação de valor vai depender da capacidade das empresas para evoluir de projetos experimentais para implementações operacionais, com destaque para a transformação da força de trabalho, o upskilling e o papel crescente dos agentes de IA.

Uma das principais mudanças identificadas é a evolução dos processos de compra, que passam de modelos centrados em pessoas para sistemas mediados por IA. Neste contexto, agentes digitais assumem um papel crescente na descoberta, avaliação e seleção de produtos e serviços, reduzindo o controlo direto das marcas sobre a relação com o cliente.

A consultora aponta ainda para o fim do modelo one-size-fits-all nos sistemas de IA. As organizações estão a adotar abordagens multi-modelo e multi-agente, aumentando a complexidade na gestão, governação e orquestração destas tecnologias.

Os agentes de IA surgem também como um novo modelo aplicacional, substituindo ferramentas tradicionais por sistemas capazes de executar tarefas de forma autónoma e em escala. Esta mudança altera o foco competitivo, que passa da interface para a capacidade de entrega de resultados com eficiência e fiabilidade.

Apesar do crescimento do investimento, a IDC destaca dificuldades na medição do retorno. Cerca de 42% das organizações ainda enfrentam desafios na avaliação do ROI da IA, o que tem levado à adoção de novos modelos focados na criação de valor de negócio e na otimização contínua.

A consultora antecipa que o ponto de inflexão do mercado deverá ocorrer até ao final da década, quando a IA passar de uma fase centrada em treino para um modelo de inferência em escala, com agentes integrados nas operações empresariais.

Neste cenário, a execução surge como o principal desafio para as organizações, num contexto em que a adoção eficaz da IA será determinante para a competitividade e transformação digital.

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