Tendências que vão mudar a indústria transformadora

A Sage revelou três tendências que acredita que irá alterar a indústria transformadora no novo ano que se avizinha

Tendências que vão mudar a indústria transformadora

A Quarta Revolução Industrial está a ganhar ritmo à medida que as empresas recorrem à digitalização para melhorar os seus processos. Isto dá o mote a uma série de comoções sociais, políticas, culturais e económicas que vão ser reveladas durante o século XXI, que terão um grande impacto nas sociedades, empresas e indivíduos.

Neste contexto, a indústria transformadora está a tomar a iniciativa de se equipar com as tecnologias necessárias para se adaptar às mudanças que aí vêm, o que inclui novas competências de Inteligência Artificial (IA), a Internet das Coisas (IoT), o Machine Learning (ML) e ferramentas automatizadas. O setor atravessou um ano turbulento, já que os volumes de produção sofreram uma redução, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados apresentados pelo Eurostat. Num mundo cada vez mais digitalizado, os produtores precisam de encontrar novas formas de otimizar as operações e continuar competitivos.

Apesar das futuras incertezas, as previsões para 2020 continuam a ser positivas. Muitos fabricantes estão a descobrir novas razões para inovar, impulsionados pela pressão macroeconómica, pela concorrência, por mudanças na cadeia de distribuição, pelos esforços de sustentabilidade e, claro, pelas exigências dos clientes.

Neste contexto, a Sage apresentou as três tendências-chave que, acredita, vão impulsionar a indústria no próximo ano.

1. A sustentabilidade acelera a economia circular

As preocupações com o meio ambiente estão a afetar todas as camadas sociais e empresariais. Os consumidores estão a utilizar cada vez menos plástico, de forma consciente, exigindo às marcas que reduzam o embalamento desnecessário e se tornem mais inteligentes em termos energéticos no seu quotidiano. As gerações mais jovens são cada vez menos materialistas: reciclam roupas, alugam bicicletas e partilham boleias em carros elétricos híbridos.

Este comportamento está a alterar as expectativas dos clientes em relação aos produtos que recebem. Procuram melhor qualidade e longevidade do ciclo de vida dos produtos, para que possam ser reutilizados ou reciclados.

2. Observância das normas, “do prado ao prato”

Um sistema alimentar inclui todos os pontos do processo, desde o fabrico até ao consumidor – “do prado ao prato”. Desde a produção de alimentos ao seu processamento, passando pela distribuição, até ao consumo, todas as fases são integradas e podem melhorar – ou danificar – a saúde ambiental, económica, social e nutricional do ecossistema.

A rastreabilidade alimentar encontra-se no cerne desta questão: abrange todas as fases do ecossistema, desde os produtores aos fabricantes, ao longo de toda a cadeia de distribuição, até ao distribuidor ou fornecedor. A rastreabilidade alimentar tem sido uma das principais prioridades para os produtores e retalhistas alimentares durante décadas, mas os consumidores continuam a ser afetados pela incoerência dos padrões de qualidade dos alimentos. Em alguns casos, a negligência das intolerâncias e alergias alimentares resultou até em situações que implicaram risco de vida.

3. Criação de playlists de aplicações próprias

A Gartner prevê que, em 2023, 40% dos profissionais vai organizar as suas aplicações de negócios da mesma forma que o faz com os serviços de streaming de música.

Nos últimos anos, pudemos observar uma mudança na forma como as organizações estão a alterar a oferta de serviços TI aos utilizadores, muito mais moduláveis e personalizáveis. Hoje em dia, muitas empresas oferecem serviços TI através de uma abordagem uniformizada. Esperam que os colaboradores adaptem o seu trabalho às opções disponíveis e, como resultado, vemos o aumento da chamada ‘shadow IT’, em que os colaboradores trazem os seus próprios dispositivos e aplicações para o local de trabalho. Esta pode também ser uma das razões para os níveis de produtividade reduzidos de que se fala há tanto tempo e, para além disso, este modelo teve ainda a consequência não intencional de aumentar cada vez mais o risco de segurança dos dados das organizações. O efeito dominó perturba o fluxo de trabalho. Em vez de limitar os colaboradores na escolha da sua própria forma de trabalhar, as empresas têm de encontrar novas formas de lhes oferecer serviços TI eficazes. Ao mesmo tempo, precisam também de reforçar a sua segurança e acessibilidade.

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