Estudo indica que 70% dos portugueses já usam IA generativa

Estudo da Deloitte indica forte adoção de IA generativa em Portugal. Uso cresce 71% em dois anos, com maior adesão entre jovens

Estudo indica que 70% dos portugueses já usam IA generativa

A utilização de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa em Portugal registou um crescimento significativo nos últimos dois anos, com 70% dos adultos a afirmarem já ter utilizado estas tecnologias, segundo o estudo “Digital Consumer Trends 2025” da Deloitte.

O valor representa um aumento de 71% face a 2023, quando apenas 41% dos inquiridos referiam utilizar este tipo de ferramentas. A adoção é particularmente elevada entre a Geração Z, onde atinge 85%, contrastando com 44% entre os chamados “boomers”.

Entre as soluções mais utilizadas, o ChatGPT destaca-se como a ferramenta mais popular, com 61% de utilização e um nível de reconhecimento de 76% entre a população adulta.

O estudo evidencia uma transformação mais ampla nos comportamentos digitais dos consumidores portugueses, impulsionada pela crescente acessibilidade destas tecnologias, muitas vezes disponíveis diretamente em dispositivos móveis.

Apesar da forte adoção de IA generativa, o relatório aponta também para mudanças no uso de dispositivos e serviços digitais. O smartphone mantém-se como o equipamento dominante, com 99% de utilização diária, embora a frequência de substituição esteja a diminuir. Apenas 41% dos consumidores trocaram de dispositivo no último ano e meio.

No segmento de conteúdos digitais, observa-se uma tendência de racionalização. Cerca de 25% dos consumidores cancelaram serviços de subscrição de vídeo por não os utilizarem com frequência, indicando sinais de saturação no mercado.

O estudo identifica ainda uma tendência de “des-digitalização”. Mais de metade dos utilizadores desativaram notificações de aplicações, enquanto 31% definiram limites de tempo de utilização e 21% reduziram deliberadamente o uso de dispositivos digitais.

No que respeita a redes sociais, existe maior cautela, sobretudo em relação a menores. Embora 56% considerem adequado que o primeiro smartphone seja atribuído entre os 12 e os 15 anos, 43% defendem que o acesso a redes sociais só deve ocorrer a partir dos 16 anos.

O relatório conclui que a rápida adoção de IA generativa está a redefinir a interação dos consumidores com a tecnologia, ao mesmo tempo que emergem sinais de maior seletividade e controlo na utilização de serviços digitais.

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