Conselhos de administração são dos principais decisores de investimentos tecnológicos

Dados da Gartner indicam que o 5G foi a tecnologia emergente que obteve o maior investimento médio em 2021

Conselhos de administração são dos principais decisores de investimentos tecnológicos

53% das organizações afirmam que o seu conselho de administração está entre os principais decisores para os investimentos em tecnologias emergentes, logo a seguir aos CIO e CTO. Os dados são de um estudo recente da Gartner, que inquiriu 500 indivíduos de médias e grandes empresas, com o objetivo de perceber os comportamentos de compra aquando do investimento em tecnologias emergentes. 

"As decisões de compra de tecnologias emergentes já não estão sob a supervisão única do IT", afirma Danielle Casey, senior principal research analyst na Gartner. "O negócio tem mais confiança nestas tecnologias à medida que ultrapassam o hype em direção a um ROI (Return on Investment), resultando em investimentos crescentes em projetos escaláveis".

O 5G obteve o maior investimento médio em 2021, com os inquiridos a reportarem uma média de 465 mil dólares investidos na tecnologia. Seguiu-se o IoT a 417 mil dólares e tecnologias edge a 262 mil dólares. Além disso, prevê-se que as tecnologias edge assistam ao maior aumento de investimento em 2022, crescendo 76% para 462 mil dólares.  

"As organizações estão a usar tecnologias 5G e edge para melhorar a produtividade dos colaboradores, aumentar os produtos e serviços existentes, tornando-os mais conectados e inteligentes, e automatizando processos de negócio", acrescenta Danielle Casey. 

95% dos inquiridos relataram que os investimentos em tecnologias emergentes estão a corresponder ou a superar as expectativas dos utilizadores e, nos poucos casos em que a tecnologia emergente não correspondia às expectativas, a causa não era a própria tecnologia. O estudo nota que 20% dos inquiridos cujas expectativas não estavam a ser satisfeitas relataram questões relacionadas com os colaboradores, como a falta de competências ou resistências à adoção como principal inibidor da adoção de tecnologias emergentes. Além disso, 12% devem-se a custos inesperados.

O estudo explica, ainda, que "o fator mais importante e a ter em conta na escolha do fornecedor da tecnologia emergente é a sua capacidade de fornecer casos de uso demonstráveis e um histórico de sucesso", reflete a analista da Gartner. "Os gestores de produto devem enfatizar o valor do negócio e comunicar histórias de sucesso ao promover a tecnologia emergente para manter o momentum de adoção e investimento”.

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