Intel leva inteligência artificial ao edge da rede

Com a Movidius Myriad X, a nova Unidade de Processamento de Visão (VPU) da Intel, o fabricante pretende dotar de inteligência artificial drones, câmaras inteligentes e dispositivos de realidade virtual.

Intel leva inteligência artificial ao edge da rede

A Intel identifica a Myriad X como o primeiro Sistema sobre Chip (SoC) do mundo a integrar um Neural Compute Engine dedicado de modo a acelerar as conclusões da aprendizagem profunda a nível local.

O Neural Compute Engine é um bloco de hardware sobre chip concebido especificamente para utilização em redes neurais profundas de alta velocidade, com baixo consumo, sem que tal afete a sua precisão. O objetivo é que entregar mais autonomia a um amplo conjunto de dispositivos, de diversas categorias: dos drones à robótica, passando pelas câmaras e pelos dispositivos de realidade virtual. Com a Myriad X, diz a Intel, estes conseguirão ver, entender e responder àquilo que os rodeia, em tempo real, sozinhos.

A arquitetura da Myriad X é capaz de proporcionar 1 TOPS (biliões de operações por segundo — trillion operations per second) de rendimento informático nas deduções de redes neurais profundas.

Com a capacidade de oferecer um rendimento total de mais de 4 TOPS, o tamanho reduzido e o processamento incorporado tornam esta unidade indicada para soluções de dispositivos autónomos. Além do Neural Compute Engine, a Myriad X combina o processamento visual, imagens, e inferências de deep learning em tempo real com processadores vetoriais VLIW programáveis de 128-bit, isto é, capazes de correr múltiplas aplicações de imagens e de visão em simultâneo com a flexibilidade de 10 processadores vetoriais otimizados para workloads de visão.

Esta nova VPU permite ainda a conexão com câmaras de mais de 8 HD de resolução RGB, com 16 faixas MIPI incluídas no seu conjunto de interfaces, para processar até 700 milhões de pixels por segundo.

Com recurso a mais de 20 aceleradores de hardware, a Myriad X permite realizar tarefas como o fluxo ótico e a profundidade estereoscópica, sem adicionar uma carga informática adicional. A arquitetura de memória sobre chip centralizada permite até 450 GB por segundo de largura de banda interna, diminuindo a latência e reduzindo o consumo energético, graças à minimização da transferência de dados para ambientes externos ao do processador.

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