Soberania e Resiliência da Continuidade de Negócio

A Continuidade de Negócio é um dos principais pilares para que as organizações enfrentem riscos cada vez mais extensos e complexos, como falhas de hardware, bugs de software, ataques cibernéticos, entre outros.

Soberania e Resiliência da Continuidade de Negócio

Recentemente, os conflitos geopolíticos vieram acrescentar uma variável de grande relevância: a Soberania. Este fator reforça a necessidade das organizações não só recuperarem rapidamente de interrupções, mas também manterem o controlo e a autonomia sobre os seus processos e dados, garantindo uma continuidade operacional segura e sustentável.

Um Plano de Continuidade de Negócio (PCN) robusto exige a integração eficiente de Processos, Pessoas e Tecnologia, bem como da Soberania operacional. A resiliência das áreas operacionais é fundamental para minimizar impactos e permitir uma recuperação rápida e eficaz, assegurando que a organização mantém o controlo sobre os seus processos críticos em qualquer circunstância.

As organizações, de acordo com a sua maturidade, capacidade financeira e requisitos de Compliance, devem definir, implementar e testar as estratégias de continuidade de negócio, considerando:

  1. Gestão e análise de riscos:
    - Identificação de ativos críticos (sistemas, dados, infraestrutura e recursos humanos).
    Identificação de ameaças relevantes à organização, sejam cibernéticas ou de outra natureza.
    Avaliação de vulnerabilidades internas e externas dos sistemas e processos, incluindo as cadeias de abastecimento e as dependências de terceiros.
    Avaliação do impacto de cada ameaça, considerando probabilidade e consequências para o negócio.
  2. Objetivos de Recuperação:
    Definição dos objetivos de recuperação para cada ativo crítico, como o tempo máximo de inatividade tolerável (RTO) e o ponto de recuperação (RPO).
    Priorização dos ativos, de acordo com sua importância para o negócio.
  3. Procedimentos de Recuperação:
    Planos de resposta a incidentes detalhados para a deteção, resposta e contenção de incidentes.
    Procedimentos específicos de recuperação de ativos críticos, incluindo a restauração de dados, a reconfiguração de sistemas e a reativação de serviços.
    Testes e exercícios regulares para garantir a eficácia e identificar melhorias.
  4. Comunicação e Cooperação com Autoridades:
    Gestão de crises, definir uma equipa de resposta a incidentes e estabelecer canais de comunicação claros e eficientes.
    Planos de comunicação para informar os stakeholders internos e externos sobre os incidentes de segurança e o estado da recuperação.
    - Procedimentos para notificação às autoridades competentes, em caso de incidentes de segurança, conforme exigido pela legislação.

Sem o apoio e envolvimento ativo da Gestão de Topo na implementação, manutenção e testes do PCN, bem como na promoção de planos de formação e consciencialização dos colaboradores, incluindo treinos regulares e o reforço do papel fundamental de todos na prevenção e resposta a incidentes, existe uma elevada probabilidade de insucesso dos planos. O compromisso da liderança é determinante para garantir que o PCN seja eficaz e sustentável.

Um PCN eficaz e robusto contribui para minimizar os impactos financeiros e operacionais de qualquer interrupção. Com a rápida evolução da tecnologia, as organizações devem estar atentas às novas oportunidades para fortalecer o seu PCN, sem comprometer a soberania das suas operações e dados. É fundamental que a adoção de soluções inovadoras seja acompanhada de uma avaliação criteriosa dos riscos, garantindo que o controlo e a autonomia sobre os processos críticos permanecem salvaguardados.

Em resumo, o desafio consiste em garantir que a organização não só sobreviva a uma interrupção de serviço (parcial ou total), mas que o faça protegendo os seus ativos críticos e salvaguardando a sua autonomia decisional e operacional. A IP Telecom tem vindo a desenvolver um conjunto de atividades fundamentais que ajudam as organizações a fortalecer a sua capacidade de resposta e resiliência perante situações de disrupção, assegurando a soberania das suas operações.

 

Conteúdo co-produzido pela MediaNext e pela IP Telecom

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IT INSIGHT Nº 59 Janeiro 2026

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