O futuro é simbiótico

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O futuro é simbiótico

Não é um segredo assim tão bem guardado: muitos dos utilizadores, se não a maioria, apreciam o que ainda é conhecido como "wizards" nas aplicações, como forma de aceleração de tarefas com muitos e complexos passos ou maior susceptibilidade a erros

Em particular, para os utilizadores não especialistas, os "wizards" têm permitido aumentar significativamente a adoção e baixar as barreiras de utilização de aplicações que, de outra forma, poderiam ser intimidatórias. Os "wizards" deram origem a inúmeras variantes, sendo algumas das mais recentes e fascinantes as do tipo "Auto Machine Learning", que funcionam como ajudantes particularmente sofisticados para a seleção e refinamento de modelos de "machine learning". Em nenhum dos casos, nem no dos "wizards" nem no dos seus descendentes mais modernos, se coloca a hipótese de os utilizadores humanos serem retirados do processo de decisão. O que se coloca é a redução da potencial taxa de insucesso nos processos de uso e uma maior replicabilidade dos resultados finais. Não é que não sejam, portanto, necessários os peritos: pelo contrário, são-no cada vez mais. Mas para dominar a complexidade que se alarga em inúmeras áreas, a simbiose entre o utilizador e o sistema de apoio inteligente é, não apenas recomendável, como necessária. A primeira destas áreas é a que se dedica a analisar o desempenho de sistemas organizacionais e a apontar os potenciais caminhos a seguir pelos decisores: a da ciência de dados. O futuro próximo desta é não apenas debruçar-se sobre os dados, mas ser assistida por estes. A próxima fase da transformação digital irá para além do repensar dos processos das organizações à luz do que hoje se conhece das potencialidades dos sistemas de informação, para um maior foco nesta ampliação da capacidade dos intervenientes nestes processos, na eventual personalização, até dos sistemas de apoio ao grau de experiência e conhecimento dos utilizadores e ao respetivo estilo de trabalho. Sistemas que, de forma supervisionada, ou não, aprendem com os humanos e conseguem produzir sugestões e apresentar alternativas de um modo não necessariamente muito diferente do que acontece numa reunião de "brainstorming". É fácil ver quão longe estamos ainda desta fase. É bom sinal: é um indicador de que estamos somente no início do caminho e há, felizmente, muito para percorrer.

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IT INSIGHT Nº 22 novembro 2019

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