NetApp: “Um bom plano de resiliência é aquele que deixa dormir descansado” (com vídeo)

Henrique Silva, da NetApp, levou a visão da empresa para a proteção de dados e para a construção de estratégias de ciberresiliência capazes de responder ao crescimento de ciberataques e às exigências de recuperação de dados

NetApp: “Um bom plano de resiliência é aquele que deixa dormir descansado” (com vídeo)

Ao longo da sessão “Ciberresiliência: o storage mais seguro do planeta!” na sala de workshops da IT Security Summit Porto, Henrique Silva, Senior Client Executive da NetApp, destacou a importância de combinar mecanismos de proteção proativa com capacidades rápidas de recuperação, defendendo que a resiliência dos dados deve estar no centro das estratégias de segurança.

Segurança e resiliência

Henrique Silva começou por explicar que os repositórios de dados necessitam de mecanismos de defesa, razão pela qual a NetApp adotou a framework NIST para implementar controlos de segurança nos seus equipamentos.

O responsável alertou que “a segurança não deixa ninguém dormir descansado”, considerando que continua a ser uma condição maioritariamente reativa. Ainda assim, reconheceu que a inteligência artificial está a introduzir novas capacidades de antecipação.

Para Henrique Silva, a verdadeira tranquilidade das organizações está associada à capacidade de recuperação. “Um bom plano de resiliência é aquele que deixa dormir descansado”, afirmou, defendendo que os melhores modelos são aqueles que permitem restaurar rapidamente os dados e garantir a sua proteção contínua.

Snapshots: a base da proteção

Ao longo da apresentação, o responsável da NetApp realizou várias demonstrações sobre proteção de dados em tempo real a partir de uma única plataforma. Num primeiro exemplo, simulou um ataque de ransomware e demonstrou como a funcionalidade Autonomous Ransomware Protection consegue criar snapshots automáticos para proteger os dados comprometidos.

Segundo Henrique Silva, “a proteção de uma organização tem de estar baseada em snapshots”, uma vez que esta continua a ser “a maneira mais simples e eficaz de recuperar os últimos dados perdidos para um ataque deste estilo”.

A nossa visão estratégica para a proteção de dados tem a ver com os snapshots”, explicou, alertando que muitas organizações continuam a estruturar os seus modelos de proteção “da mesma forma como faziam há 20 anos”, dependendo de ferramentas tradicionais de backup.

Na visão da NetApp, este modelo já não responde às necessidades atuais. “Esta configuração não responde aos requisitos dos negócios, porque as empresas e a dinâmica do negócio são completamente diferentes”, afirmou.

Verificação reforçada

Outro dos exemplos apresentados incidiu sobre ataques associados ao roubo de credenciais. Através da funcionalidade Multi-Admin Verification, a plataforma consegue impedir alterações críticas sem validação adicional.

Na demonstração, ao tentar apagar dados de clientes, o sistema gera um alerta e solicita a aprovação de um segundo administrador, que pode permitir ou rejeitar a operação. Desta forma, mesmo que um atacante comprometa uma conta privilegiada, continua a existir uma camada adicional de proteção antes de qualquer alteração.

Henrique Silva apresentou ainda mecanismos de imutabilidade aplicados aos snapshots, impedindo que sejam apagados ou alterados por agentes maliciosos. A solução mantém os snapshots protegidos durante um período de retenção definido previamente, mesmo em cenários de ataque através de linhas de comando. No entanto, “se um cliente se engana e põe dez anos, tenho aqui um problema e tenho de ter cuidado para configurar isso”, alertou.

Recuperação e continuidade

O orador destacou a importância dos tempos de recuperação e da validação contínua dos backups. O responsável sublinhou que as organizações devem realizar testes regulares aos seus mecanismos de recuperação, recordando que “há ferramentas de backup que dizem que 37% dos restauros falham”.

Se quiserem recuperar os vossos dados, terão de ser a partir de snapshots”, reforçou Henrique Silva, associando esta estratégia à capacidade de cumprir objetivos de Recovery Time Objective e Recovery Point Objective definidos pelas empresas.

Ao longo da sessão, ficou clara a aposta da NetApp numa abordagem centrada na resiliência contínua dos dados, onde proteção, validação e recuperação rápida assumem um papel determinante perante um cenário de ameaças crescente.

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