A IT Insight no DES Madrid 2018

DES 2018: Economia de partilha revolucionará futuro das organizações

O Digital Business World Congress (DES) 2018 voltou a Madrid, Espanha, e debaterá até ao dia 24 de maio as principais inovações que o digital está a trazer para as organizações. O futuro do local de trabalho e os novos modelos económicos que estão a emergir nesta nova era digital abriram o certame

DES 2018: Economia de partilha revolucionará futuro das organizações

Nos últimos anos têm sido várias tecnologias apareceram e alteraram a forma como os negócios operam. A cloud é um desses exemplos. Utilizada, inicialmente, como uma ferramenta de armazenamento, conseguiu demonstrar os seus benefícios e tornar-se central em muitos modelos de negócio. Embora a tecnologia aporte um grande conjunto de mais-valias, que implicações terá para as empresas, os negócios, a sociedade? Arun Sundarajan, docente na Universidade de Nova Iorque, abriu o DES 2018 com esta questão, e afirmou que a tecnologia veio abrir portas a novos modelos de negócio e, consequentemente, a novos modelos económicos.

Nos últimos 10 anos, disse o docente, um novo modelo económico emergiu. Este modelo, denominado por Arun Sundarajan de “crowd-based”, carateriza-se pela existência de plataformas digitais onde pessoas trocam serviços entre elas. Este modelo, disseminado pela Air BnB, por exemplo, está a estabelecer-se na sociedade e a ter um impacto elevado em diversas setores, como o da mobilidade (exemplo da Uber), hospitalidade (Air BnB) e do entretenimento (Youtube).

Além de trazer uma maior agilidade, pelo facto de apenas necessitar de recursos humanos que giram as plataformas, este modelo económico é responsável, de acordo com Arun Sundarajan, “pela criação de mais confiança entre as pessoas”, referiu o docente durante o keynote, pelo facto de os serviços escolhidos terem por base o feedback de outros consumidores.

 

Transformação digital – Como será o trabalho no futuro?

Perante este novo paradigma, as organizações terão de adaptar a sua forma de operar. Para serem mais ágeis, afirmou Arun Sundarajan, as empresas devem repensar a sua estrutura organizacional e apostar numa força de trabalho móvel, que maioritariamente preste serviços. “Estamos a caminhar para um modelo de trabalho baseado nos serviços”, fundamentou. Para o docente, o futuro do local de trabalho já não é o tradicional horário full time. O regime freelancer é o que mais se enquadra nas organizações do futuro, numa economia que é cada vez mais de partilha e onde cada um de nós pode oferecer os mais variados serviços.

O futuro do local de trabalho foi abordado também por Tamara McCleary, CEO & Brand Embassador da Thulium, empresa especializada em social media B2B e em account-based marketing, que chamou a atenção, no seu keynote, para as tendências que terão maior impacto nas organizações. Entre as principais tendências tecnológicas, a conferencista apontou a RV e a RA como fundamentais para diversos setores, como da saúde, imobiliário, ou o da educação. No futuro, a força de trabalho será pautada maioritariamente por profissionais nativos digitais, que dominarão muitas das tecnologias que são hoje emergentes, mas que não terão todo o know-how que têm as gerações mais antigas. Aqui, também a tecnologia terá um papel preponderante, afirmou Tamara McCleary, por permitir uma transmissão de conhecimentos mais rápida e eficaz, através de diversas soluções digitais.

 

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